quarta-feira, 13 de outubro de 2010

ABRAÇO QUÂNTICO



 
Inocência
no impulso
sem planos.

A promessa
do abraço
espontâneo
cingindo
duas vidas
surpresas.

Emoção indizível
transforma
a história
jamais
esquecida.

  Araújo, Regina Lúcia. In: Abraço Quântico, Ed. PUC Goiás, 2007.

domingo, 10 de outubro de 2010

DOMINGO EM SHAMBALLA

 
Regina em Pirinópolis, Goiás.
Levantamos cedo, Aleixo preparou o bacon and eggs que só ele sabe, depois foi cuidar do Oimbô que ainda está se recuperando e molhar as plantas, enquanto vim ao pc colocar o meu correio em dia e preparar uma palestra para o dia dezenove.

Morar aqui é muito bom! A paisagem lá fora é muito bonita com todo o verde das árvores e do gramado, além do colorido das flores. A gente está sempre ocupada e isso faz um bem enorme ao nosso espírito. Atualmente, faz calor, mas não tanto como em Goiânia e as plantas garantem uma taxa de umidade adequada.

Grupo da Transpessoal: Aleixo, Regina, Maluba, Ted, Nilton,
filho do Ted, Susana, Jurema e filha Carolina.
Nosso cachorro Oimbô se machucou quando estávamos viajando. Minha diarista Laura sofreu muito e fez até promessa para ele se curar. Nós o encontramos melhor, mas ainda sente dores e Aleixo lhe aplica antiinflamatório até hoje.

Depois de um mergulho na piscina, saímos para o almoço no restaurante em bairro próximo.

Sonhei muito com uma viagem à Índia e nos últimos dois anos estive interessada no curso de Leo Mattos que acontece anualmente em Dharamsala, no final de janeiro e início de fevereiro.

Não foi possível ir nos anos anteriores. Agora, poderíamos ir, mas, de repente, perdi o interesse, não sei por quê. Parece que deixei de ver sentido neste evento, assim como um dia desisti de terminar o curso de especialização em psicologia transpessoal.

Sobre Dharamsala

Regina e Rafael, em Amsterdam.
McLeod Ganj é a parte mais alta da vila de Dharamsala, no distrito de Kangra, no estado de Himachal Pradesh no extremo norte da Índia, localizado na cordilheira do Himalaia que faz fronteira com o Tibet, hoje território chinês. A Índia ofereceu esta região de McLeod Ganj ao Tibet em 1960, para ser o exílio político tibetano na Índia, visto que neste ano, a China Comunista ocupou LHASA, antiga capital do extinto Tibet.

A vila é muito cosmopolita, visitada e freqüentada por estóicos, filósofos, estudiosos, peregrinos, médicos, religiosos, psicólogos, professores, curiosos e interessados na compaixão do povo tibetano que vive na região. A vila é procurada devido à sua importância espiritual global.

McLeod Ganj é o local da residência oficial de Jetsun Jamphel Ngawang Lobsang Yeshe Tenzin Gyatso, mais conhecido como; Tenzin Gyatso, Sua Santidade Dalai Lama, o décimo quarto. Por ser este um lugar tão privilegiado no Planeta Terra, a região foi escolhida para os Cursos Intensivos de Psicologia Transpessoal Tibetana Budista, que têm sido realizados desde 1994 anualmente, hoje em sua décima sexta edição.

Aleixo e Regina na rede em Shamballa.
A sabedoria e a bondade do povo tibetano têm sido uma fonte de inspiração e profundos insights para os cosmopolitas que freqüentam Dharamsala.

Colegas que participaram do curso em anos anteriores o elogiaram muito e falam em repetir a experiência. Teremos que decidir em breve se iremos ou não, desta vez.

Retornando do almoço, tiramos a costumeira soneca, voltamos à piscina. Como está quente, deixamos a caminhada para o momento do horário eleitoral. Hoje assistiremos aos filmes na televisão até mais tarde.
Ainda há pouco recebi a mensagem de Roberto Crema, presidente da UNIPAZ, convidando toda a família transpessoal para participar da celebração dos 02 anos de mudança de plano do grande Pierre Weil, O Samurai da Paz, que aconteceu nesta mesma data. Será às 22 h, horário de Brasília.

sábado, 9 de outubro de 2010

UNIPAC NOS EUA

Visita Técnica dos Alunos de Medicina da UNIPAC - Araguari - aos EUA

Um grupo composto de oito alunos e três professores, selecionados de todas as unidades da UNIPAC, participou de uma visita técnica de intercâmbio aos Estados Unidos da América, no período compreendido entre 06 de setembro de 2010. Entre os selecionados, três são alunos da UNIPAC de Araguari. 
Fábia, Bernardo e João na Universiade de Suny, em Buffalo, nos EUA.
































A viagem é uma parceria entre a UNIPAC e a Universidade de SUNY, em Buffalo, State University of New York. Os alunos da Faculdade de Medicina de Araguari são: Bernardo Chaves Salomão, Fábia Fernanda de Araújo e Nogueira e João Mário Junqueira Sales, cursando respectivamente o 6º, 7º e 8º períodos.

Estas visitas proporcionam aos membros da comitiva contato com pesquisas, com o ensino específico e com os serviços e as profissões nos EUA, assim como o intercâmbio com alunos e professores da SUNY. A comitiva ficou hospedada nas casas de professores e alunos da universidade americana para favorecer a redução do custo da viagem e possibilitar maior contato com a realidade da pratica médica e com seu ensino.

O evento foi um sucesso. Os acadêmicos visitaram o Campus da SUNY, localizado em Buffalo, cidade fronteira com o Canadá, no Estado de Nova York, além de hospitais, clínicas e centros de pesquisas da região. Houve também palestras e seminários. Fábia foi entrevistada pelo jornal de Buffalo, auxiliou como intérprete nos diversos eventos e foi convidada a retornar no próximo ano para participar de dois outros cursos que acontecerão em junho e julho.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

MITOS DESFEITOS

De repente a gente percebe que conseguiu quebrar todos os mitos cultivados ao longo da existência e sente desânimo. O terapeuta amigo sugere: “é preciso continuar mitologizando a realidade, mas evitando confundir o ideal com o real...” Será? 
Regina em 19.09.2010.
Sabemos da importância dos mitos em nossa vida. Não teríamos graça sem os mitos e os sonhos. Aquilo que os seres humanos têm em comum se revela nos mitos. Eles são histórias de nossa vida, de nossa busca da verdade, da busca do sentido de estarmos vivos.

Os temas míticos não são encontrados somente nas mitologias dos povos antigos ou entre grupos humanos primitivos. Não me refiro a mitos de contexto coordenado e elaborado, mas lembro que os componentes típicos de mitos continuam emergindo do inconsciente a cada noite, em nossos sonhos humanos. Surgem reativados pelas condições atuais do sonhador que despertam ressonâncias de experiências semelhantes já vividas pela espécie humana. Outras produções do inconsciente, tais como visões, alucinações, delírios, trazem sempre algum componente mítico. A constatação repetida dessas ocorrências, sem que conhecimentos anteriores os pudessem explicar, levou Jung a admitir que os moldes básicos para a formação dos mitos, ou seja, os arquétipos devem estar presentes na profundeza do inconsciente.

Só que a verdade que eles contêm possivelmente não é literal, mas depende do eco que acorda nos ouvintes e nos leitores, de acordo com seu repertório cultural e as ligações que conseguem estabelecer entre os mitos e a sua substância, revelando um sentido oculto e profundo a ser reinventado.

Meus filhos Otávio e Fábia, em 1975.
Ontem acordei cedinho e me lembrei desta mesma data 38 anos atrás. Dei à luz a meu filho Otávio. A cesariana estava marcada para bem cedo e cheguei ao Hospital São Salvador às 6h da manhã. Eu enjoava toda a gestação e não tomei os comprimidos de Debendox, porque faria a cirurgia. Começaram a me preparar, mas logo me avisaram que atrasaria, porque surgiu caso de emergência que ocuparia a sala. Então, tive que esperar e vomitei por mais de duas horas. Otávio veio ao mundo às 8h45. Ao abraçá-lo pela primeira vez, esqueci tudo que havia sofrido, como todas as mães.

Livro biográfico sobre Chico Xavier.
Assisti ao filme Nosso Lar, no Rio, conforme relatei anteriormente. No dia seguinte, o vôo atrasou e comprei um livro no aeroporto, enquanto esperava. Já o havia lido e retornei à livraria Laselva pedindo para trocá-lo. Dentre as possibilidades, trouxe uma biografia do Chico, escrita pelo jornalista Marcel Souto Maior. Terminei a leitura ontem.
E me lembrei de quando conheci o Chico Xavier. Minha irmã Clélia havia feito uma viagem de avião com meu pai no mês anterior e resolveram que eu acompanharia minha mãe a Uberaba. Foi a minha primeira viagem de avião. Acredito que tenha sido em 60 ou 61. Os aviões eram pequenos, tipo teco teco e balançava demais. Eu enjoei muito e quando o avião parou em Uberlândia, pedi a minha mãe que me deixasse lá e me pegasse na volta. Ela sabia que eu era gulosa e me comprou com uma caixa de bombons!
Eu havia vomitado nos saquinhos no trajeto anterior e fui comendo chocolate no segundo trajeto. Ao chegar ao centro do Chico, eu estava com dor de barriga. Resumindo, além do odor do vômito, fiquei cheirando a fezes e nem tive coragem de me aproximar da multidão que cercava o médium. Só o vi de longe! Passei grande parte do tempo no banheirinho no quintal do centro e o filho de Dona Maria Antonieta – o Clóvis Alessandri – meu coleguinha de curso de piano, inglês, francês e alemão, na época, agüentou o perfume que eu exalava o tempo todo com a maior caridade cristã! Nunca mais o encontrei, mas foi excelente amigo na minha infância e adolescência! Hoje, sei que é um grande pianista na Alemanha.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Estação das Cigarras na Shamballa


Tenho tido um sonho recorrente. No texto onírico tento separar duas pequenas lembranças, objetos, talvez, para guardar como recordação da viagem ao UK. Nos sonhos sucessivos, fico escolhendo, mas não chego a um consenso até o novo sonho...

Cigarra adulta.
Desde que chegamos tem chovido bastante na Shamballa e este tempo é muito agradável. As cigarras cantam muito pela manhã e à noitinha, mas não tem sido com o furor que ouvimos quando adquirimos a chácara há alguns anos atrás. Nestes dois últimos anos, a chuva atrasou bastante e presumo que tenha afetado o desabrochar das ninfas.

As cigarras são insetos de asas grandes, transparentes e com nervuras bastante salientes, possuem no alto da cabeça três ocelos, isto é, órgãos visuais de alguns animais inferiores. O macho, quando canta, produz um só estridente, não só por meio de fricção - como acontece com os grilos e gafanhotos -, mas servindo-se de um aparelho especial situado na face ventral da base do abdome. Duas cavidades dotadas de membranas distendidas funcionam como os timbales, ou seja, uma espécie de tambor metálico de forma hemisférica, que vibram em conseqüência de contração brusca dos músculos. Cada espécie tem um canto peculiar, sendo que as maiores fazem um barulho infernal, sobretudo nos dias de excessivo calor.

Chácara Shamballa.
Geralmente, a cigarra é considerada como extremamente nociva à agricultura e aos vegetais. Muitos produtores, principalmente os de café, fazem questão de ressaltar que seu único lado positivo é o de servir de alimento a predadores. Acontece que ela, enquanto ninfa, às vezes leva vários anos para completar sua metamorfose, como no caso da cigarra que vive dezessete anos, espécie encontrada nos Estados Unidos e que demora esse tempo todo para atingir a fase adulta. É o inseto de vida mais longa que se conhece e elas se escondem embaixo da terra durante quase duas décadas, sugando as raízes das plantas para se alimentar. Com o objetivo de abrir um caminho subterrâneo ao longo destas, as larvas de sua espécie têm as patas anteriores providas de curiosas cavadeiras. Findo esse prazo, elas finalmente emergem, fincam as unhas na casca da árvore de cuja seiva elas se alimentaram e saem da pele, a qual se fende nas costas e permanece intacta, representando perfeitamente o corpo do inseto.

Regina junto à natureza,  no U.K.
O termo cigarra é a designação comum dada aos insetos de uma família (cicacídeos) pertencente à classe dos homópteros, que reúne a cochonilha, o pulgão, a jequitiranabóia e outros mais. Existem no mundo mais de 1500 espécies de cigarra, a maioria delas vivendo nos trópicos ou na bacia do Mediterrâneo. São facilmente reconhecidas não só pelo seu tamanho grande, que varia entre 15 e 65 milímetros de comprimento, mas também graças à cantoria entoada pelos machos para atrair as fêmeas da espécie, principalmente no período quente do ano. Embora esse som seja emitido durante o dia inteiro, se torna mais evidente ao entardecer e amanhecer, e menos intenso nas horas em que o calor aumenta.

Cigarra fotografada na Shamballa pelo Aleixo.
O ciclo de vida da cigarra obedece a um roteiro que praticamente tem início quando as fêmeas adultas são fecundadas pelos machos durante o período em que eles estão em grande agitação, promovendo sua intensa cantoria. Logo após a postura elas morrem, deixando os ovos depositados nos ramos e folhas das árvores, e quando estes eclodem, as ninfas descem e se enterram no chão, onde, dependendo da espécie, permanecem de 4 a 17 anos, sobrevivendo graças à seiva sugada das raízes. Depois desse período elas cavam túneis, abandonam o solo, sobem nas árvores e sofrem uma metamorfose denominada ecdise ou muda, tornando-se adultas, prontas para o acasalamento que ocorre no Brasil na época da primavera, entre setembro e novembro, quando várias espécies se entregam à derradeira tarefa, que é a da reprodução.

Entre os insetos, as cigarras são as únicas que produzem o som estridente que todos conhecem. Algumas das espécies maiores conseguem atingir os 120 decibéis com facilidade, enquanto as espécies menores realizam a proeza de alcançar uma sonoridade tão aguda que seu canto simplesmente não é percebido pelo ouvido humano, embora os cachorros e outros animais possam chegar a uivar de dor por causa dele.

O mecanismo usado pelas cigarras é complexo: os timbais (de timbales) são um par de membranas localizadas no abdome, que se contraem e relaxam em conseqüência da contração e da descontração muscular, originando o som que por sua vez é amplificado por bolsinhas de ar. O que os cientistas não conseguiram entender, até hoje, é como esse mecanismo produz um barulho tão estridente.

E haja ouvidos para agüentar o seu som estridente! Dizem que até mesmo as cigarras se protegem contra o volume intenso de seu próprio canto. Tanto o macho como a fêmea dessa espécie de insetos possuem um par de grandes membranas que funcionam como orelhas. Elas são os tímpanos, conectados ao órgão auditivo por um pequeno tendão que reage quando o macho canta, dobrando-os para que o som alto não lhes provoque danos.

O que pouca gente sabe é que esse canto agudo e penetrante tem dupla utilidade: além de atrair uma parceira, ele mantém os pássaros distantes, pois além de ser doloroso ao ouvido sensível das aves, também interfere em sua comunicação, dificultando a caça em grupo.

Árvores na Shamballa.
Muitas espécies de cigarra têm períodos diferentes de amadurecimento, com ciclos vitais de duração variada, enquanto as larvas ficam sob a terra. Mas sete espécies do gênero Magicicada têm uma característica adicional: elas são sincronizadas, ou seja, saem do chão todas ao mesmo tempo, para cerca de duas semanas de canto ensurdecedor, acasalamento e postura de ovos. Como vimos, a cigarra é um inseto de fases incompletas. Ovo→Ninfa→Inseto adulto.

A população antiga acreditava que o canto da cigarra é o sinal que ela está chamando chuva, por isso seus cantos em dias quentes. As cigarras não se alimentam de moscas, vermes ou grãos. Quando jovens, elas sugam a seiva das plantas pela raiz e injetam toxinas. Na fase adulta elas também se alimentam da seiva, mas, desta vez, sugada pelo caule e folhas das plantas.



As cigarras estão presentes em quase todas as regiões do mundo, tanto em climas quentes como frios, e têm poucos predadores. Na fase adulta, são alimento para pássaros e enquanto ninfas são atacadas por besouros, alguns mamíferos, como o tatu, e quem diria, por formigas predadoras que vivem nos solos.



Quando falhamos ao tentar pegar uma cigarra, na hora que ela foge, ela costuma urinar, termo conhecido no ditado popular. Na realidade, na hora que ela levanta vôo, ela elimina o excesso de líquidos para deixar o corpo mais leve e facilitar a fuga. Outros dizem que seu ventre é fraco e o impulso do vôo faz com que ela elimine o que está armazenado. Na verdade, ela esta eliminando a seiva retirada da árvore e não necessariamente pondo em alvo quem a ataca, pois isso não só acontece na hora do vôo, mas também durante a extração da seiva. Mesmo assim, após analises, foi verificado que o que sai como sendo o “mijo” da cigarra, praticamente só tem água, não sendo constatado quase nenhum resíduo tóxico.

sábado, 2 de outubro de 2010

A CONFUSÃO DAS LÍNGUAS NO UK


SERIA LONDRES UMA VERSÃO MODERNA DA TORRE DE BABEL?
 por Aleixo Nuss de Oliveira

Segundo especialistas em história bíblica, a Torre de Babel teve  a sua construção iniciada com o objetivo de se alcançar o céu para que alguns poderosos da terra pudessem enfrentar Deus, uma vez que eles se sentiam ameaçados pela existência de um ser poderoso e supremo. Sua idealização é atribuída a muitos, porém nenhuma prova conclusiva existe. É algo semelhante à arca de Noé.
Para os judeus, Babel significa confusão. Deus teria castigado seus idealizadores, provocando tal confusão lingüística que seus objetivos, de se fixar num só lugar e falar uma única língua que se espalharia pelo mundo, se dispersaram e tiveram de se comunicar em milhares de outras línguas que iriam adquirindo durante os séculos, em grupos isolados e autônomos, em cada canto do planeta. Essa teoria de uma única língua matriz é rejeitada há muito tempo pela história da lingüística.
Aleixo em Londres.
A comunicação entre os seres humanos se processa de muitas maneiras. A comunicação plena é aquela que satisfaz na íntegra o transmissor e o receptor, ou seja, ambos sintam que a comunicação foi recíproca. Todos nós sabemos que mesmo entre pessoas nativas de uma mesma língua o ato da comunicação pode ser complicado, as grandes organizações têm sérios entraves em razão disso. Existe a comunicação de sobrevivência, aquela dos negócios, por exemplo, mas esta modalidade fica longe de ser completa, não preenche todas as lacunas. Para que haja a verdadeira comunicação, o sentimento entre as pessoas que se comunicam deve gerar satisfação e, em muitos casos, até mesmo felicidade. Para ilustrar as dificuldades da comunicação oral, basta que se passe uma frase simples para uma pessoa que a repassará a outra logo em seguida e, assim por diante, até alcançar um número de vinte pessoas. Veremos o estado de confusão que esta frase nos apresentará no final. Agora, imagine o estado de um texto passado de pai para filho, oralmente, por centenas de anos, pois os registros escritos são relativamente recentes na história.
Anos passados, quando morei em Londres, tive dois amigos chineses, que por sinal falavam muito bem o inglês. Um belo dia, eles simplesmente desapareceram por um bom tempo. Quando os encontrei novamente, nós nos sentamos à mesa para um café a fim de contarmos nossas histórias. Eu perguntei aos dois por que eles sumiram. Eles deram o risinho característico e disseram: "estávamos  felizes com os nossos familiares na China,   falando chinês o tempo todo". Eu perguntei por que eles não se sentiam felizes falando inglês, já que o falavam tão bem. Disseram: “bem, de certa forma, sim, mas nada se compara com a comunicação sem preocupação com barreiras culturais, quando você entende e é entendido em cada gesto, cada som, cada olhar. O que falamos em inglês é apenas para a sobrevivência”. Esta passagem, para mim, é uma prova viva de que a linguagem e a felicidade estão diretamente relacionadas. Muitas pesquisas já feitas com grupos que se comunicam sem barreiras e grupos que somente se comunicam para o essencial provam que o primeiro grupo tem mais saúde e mais alegria de viver.

Torre BT, em Londres, vista da Fitzroy Square.
Até pouco tempo atrás eu me questionava quanto ao que seria a comunicação ampla e irrestrita. Então, tive a oportunidade de ir para Londres com a Regina, onde ficamos por trinta dias. Eu havia morado lá por cerca de três anos, na década de 70. A história da União Européia, oficializada em 1992, tomou rumo inimaginável antes. Regina havia falado, sem que eu prestasse muita atenção, "isto parece uma torre de Babel”. Pegamos um táxi  com motorista londrino, chegamos ao YMCA Indiano, bem próximo da torre da BT, antiga Post Office Tower, na Fitzroy Square, Camdem, local perto da Oxford Street. Ótimo. Mas, na recepção, comecei a pensar na observação da Regina, não conseguia entender uma palavra do indiano e, pior, ele parecia estar falando inglês. A torre de Babel continuou nos dias seguintes, pois, segundo pesquisas, são faladas 300 línguas em Londres e, pelo que notei, não se esforçam para fugir do broken English. Safem-se quem puder!

A Inglaterra, tendo a cidade de Londres como ponto de concentração, tornou-se um país sem identidade lingüística. A formação do UE e a globalização a transformaram numa sociedade multicultural, cada uma por si, tudo mudou de cara. Nas multidões se ouve um zumbido incompreensível de centenas de línguas ou sotaques, como se fossem pássaros de centenas de espécies. Viva à gralha solitária que “gralhava” lá no Fitzroy Square, quando a Regina lhe dava pão indiano todas as manhãs... Essa eu entendia plenamente...

Regina e Aleixo, em Stratford-upon-Avon.
Londres, com suas centenas de línguas e costumes, parece estar muito bem. O país todo melhorou muito em aparência e tecnologia. A língua Inglesa continua a ser praticada, a rainha continua com o mesmo sotaque (RP), mas as ruas e o comércio se tornaram terra de todos e de ninguém. Aquele velho dizer: - You may be loved or hated when you open your mouth in England” (ou seja, ao abrir sua boca na Inglaterra você poderá ser adorado ou odiado), já não tem mais lugar. Veja que isto se referia aos falantes do Inglês regional do próprio Reino Unido. Hoje, pelo que vi e observei, o que vale é o dinheiro, se o tivermos para pagar os preços exorbitantes praticados na Inglaterra, somos todos bem vindos. Quanto menos Inglês você souber melhor, será apenas mais um non English speaker na torre. Ao governo só interessa nossas pounds, os ilegais sobrevivem por lá na ilusão de enriquecer, sem saber que estão apenas deixando uma grande lacuna em suas vidas.

Quando eu morei na Austrália e na Inglaterra, estava disposto a esquecer que falava português, mergulhei de cabeça para me integrar e entender a cultura desses países, interrompi o processo, falhei...

Regina e Aleixo, em Oxford.
Eu arriscaria uma opinião de leigo no assunto, a língua Inglesa, no Reino Unido, está a caminho de mutações drásticas em pouco tempo. As línguas mais dominantes, como o indiano, o árabe, o italiano, entre outras, irão muito provavelmente gerar uma linguagem comum e do conhecimento de todos. Assim teremos por lá uma nova identidade lingüística, seja lá qual for o broken. Eu estaria sendo no mínimo ingênuo se tentasse fazer qualquer previsão de tempo neste caso. Contudo, não preciso ser um doutor na história da lingüística para apontar que, historicamente, novas línguas se formam, se fundem ou se confundem. Assim com os seres humanos, também suas formas de comunicação se adaptam às novas necessidades, às novas influências e dominações de todas as espécies. Há casos de imposições lingüísticas em países de mais de uma língua praticada pelo seu povo, já houve casos até mesmo de guerra. Neste caso específico, que poderá acontecer? Com a palavra, os cientistas...

Durante o pouco tempo que passei em Londres pude fazer uma avaliação do que aconteceu e continua acontecendo na Inglaterra. O povo Inglês perdeu o poder de decisão sobre quase tudo que acontece por lá. Tomei conhecimento pela mídia escrita e falada sobre os problemas que enfrentam com imigrantes legais e ilegais e, pelo que pude avaliar, a polícia não sabe como resolver situações como roubo de carros, excesso de velocidade, motoristas bêbedos ou sem carteira, entre outras infrações. Vi um caso em que um rapaz ainda fazia chacota com o policial, dizendo chamar-se Saddan Hussein e os policiais pareciam perdidos, na sabiam como tomar uma atitude, o que leva a crer que a Inglaterra está de pés e mãos atados de alguma forma.

Aleixo, no castelo de Leeds.
Dou graças a Deus que em nosso país, com todos os desmandos, corrupção em todos os níveis, crime organizado, e tudo mais, nada temos de torre de Babel. Posso circular pelo Brasil inteiro, mesmo com todas as variações lingüísticas regionais, ninguém tem receio de falar em voz alta nas praias, nos shoppings, no metrô, no ônibus, seja lá onde for. Na Inglaterra, parece que todos têm receio de sua identidade lingüística ser revelada publicamente. Que bom poder ouvir novamente todas as variações regionais e erros gramaticais abominados pelos puristas, que Deus abençoe esse nosso povo brasileiro maravilhoso. Mesmo com todas as nossas dificuldades, injustiça social, falta de recursos para a saúde e para a educação, nós somos um povo guerreiro e, acima de tudo, muito feliz. Que se danem os padrões lingüísticos, nossa comunicação é mais que plena, pois é com ela que somos felizes.

Aquele povo inglês de 40 anos atrás, que se orgulhava tanto de falar um inglês padrão impecável, está dia após dia deixando de existir. Conquistaram muitos povos e estão, agora, sofrendo um processo inverso. Existe hoje na Europa uma confusão generalizada de culturas, costumes, linguagens, religiões, cujo único objetivo é conseguir riquezas financeiras a qualquer custo.

A Inglaterra, a meu ver, está posicionada bem no topo da torre de Babel. A interação entre humanos passa sistematicamente para a interação homem-máquina. Big Brothers modernos vigiam tudo no país. Eu consegui conversar com alguns specimens britânicos, gente mais simples, and felt sorry for their stories: “our pride as English citizens is about to disappear. There is nothing we can do, but go on and hope our children find their ways ahead”. Até mesmo os pubs ingleses correm risco de perder sua tradição, pois o governo, para beneficiar outros meios de comercialização da cerveja, os coloca em risco de fecharem as portas.

Eu arriscaria afirmar que Londres passará, futuramente, a ser uma cidade exemplo dos excessos modernizantes, onde o ser humano perde totalmente seu valor. Os Big Brothers de todos os seguimentos ditarão as ordens.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CHÁCARA SHAMBALLA

Regina mora na chácara Shamballa.
Shamballa = fonte da Felicidade

Shamballa é o maior foco de luz da Terra, que ajuda a manter o equilíbrio energético do planeta. É o lugar "onde a vontade de Deus é conhecida", como está escrito na Grande Invocação.


 
A felicidade é uma gama de emoções ou sentimentos que vai desde o contentamento ou a satisfação até a alegria intensa ou o júbilo. Felicidade significa ainda bem-estar ou paz interna. Dizem que o oposto da felicidade é a tristeza. Será? 

Bettina quando era filhote em 2008.
Existem diferentes abordagens no estudo sobre a felicidade e as suas causas que têm sido utilizadas pela filosofia, religião e psicologia. O homem sempre buscou a felicidade e tanto os filósofos como os religiosos sempre se dedicaram a encontrar as suas bases e em definir que tipo de comportamento ou estilo de vida aumenta o nosso nível de felicidade. Esses pensadores vêem a felicidade como aquilo que atualmente chamamos por harmonia ou qualidade de vida, e não simplesmente como uma emoção.

Nesse sentido a felicidade é o que os gregos antigos chamavam de Eudaimonia, termo vinculado à Ética. Para as emoções associadas à felicidade, os filósofos preferem utilizar a palavra prazer. De qualquer forma, é difícil definir rigorosamente a felicidade e ainda mais difícil definir as suas medidas. Investigadores em psicologia desenvolveram diferentes métodos, por exemplo, o Inventário da Felicidade de Oxford, para medir o nível de felicidade de um indivíduo. Nestes casos, levam-se em conta os fatores físicos e psicológicos. Nas investigações sobre a felicidade, ela é relacionada a fatores tais como: envolvimento religioso ou político, estado civil, paternidade, idade, rendimento, entre outros. Tudo muito relativo.

Prefiro sentir a felicidade e cheguei à conclusão de que ela é interior. Fomos educados como cristãos e aprendemos que a felicidade terrena é passageira, são momentos de paz e alegria! No fundo, apesar de todos nós buscarmos a felicidade, acreditamos que ela só será perfeita noutro plano! Então, optamos por aproveitar os momentos felizes que conquistamos aqui nesta passagem.

Sempre me identifiquei com o hábito de dar nomes às casas. Recentemente, observei este fato na Inglaterra. Por que a escolha do nome de nossa chácara? Shamballa é um local místico muito citado em textos sagrados e presente em diversas tradições do oriente. Depois de sua divulgação no ocidente, o termo tornou-se conhecido em círculos esotéricos e penetrou até a cultura popular. Quando morei em São Paulo, pela última vez, costumava freqüentar um grupo ligado à fraternidade branca e li e ouvi bastante sobre Shamballa e os mestres ascensionados. Gostava da música Shamballa que entoavam nas reuniões.


Nosso Papagaio APOLO, em Shamballa, dia 24.10.2010.
Os tibetanos budistas acreditam que na cordilheira do Himalaia, bem próximo ao Nepal, existe uma cidade perdida chamada Shamballa, cujos habitantes seriam altamente evoluídos e onde viveria uma comunidade de sábios pensadores. O nome Shamballa significa felicidade, paz e tranqüilidade. Esta cidade é representada por diversos nomes de acordo com a tradição ou linha budista, os da linha tantra acreditam que um dos reis da cidade chamado Suchandra recebeu pessoalmente do mestre Buda um ensinamento chamado Kalachakra Tanta e que esse conhecimento estaria preservado em Shamballa até os dias de hoje.

Ela também é considerada a capital do reino de Agartha que seria formado por oito cidades etéricas, segundo afirma a cosmologia de religiões como, o Hinduísmo, Taoísmo e Budismo. Diversas são as lendas que giram em torno de Shamballa, alguns afirmam que o acesso a ela só seria possível após ultrapassar um portal dimensional, outros alegam que o acesso ao local ficaria em profundas cavernas localizadas nas frias e desafiantes montanhas do Himalaia. Essas lendas surgiram após antigos tibetanos terem afirmado que seus antepassados diziam que a cidade desaparecia e voltava a aparecer. Outros ainda afirmam que para acessar a cidade é preciso estar longe de impurezas e apegos mundanos. Esse seria o motivo pelo qual nem todos conseguem acessá-la ou simplesmente vê-la, impedindo assim o acesso àqueles que não estão na sua sintonia.

Imagem da nossa chácara SHAMBALLA.
Alguns pesquisadores médiuns em contato com espíritos evoluídos afirmam que Shamballa realmente existiu e nos repassam informações sobre o tema. A cidade Shamballa existiu em torno de 5000 a 6000 anos atrás e se localizava nas proximidades do Nepal, com aproximadamente 70.000 habitantes. Shamballa assombrava pela quantidade de habitantes, tendo em vista que para a época não eram comuns civilizações desse porte em lugares tão inóspitos.

A cidade era habitada por muitos espíritos de luz evoluídos moral, espiritual e tecnologicamente o que mantinha o equilíbrio da civilização. Utilizavam a tecnologia para o bem, assim como hoje se utiliza a energia atômica para construção de aparelhos de uso médico. Usavam também de forma empreendedora a energia solar e terrestre, pois existiam tubos que desciam por quilômetros terra adentro, retirando assim a energia produzida pela terra da qual era utilizada para praticar curas mediante o seu calor.

Durante mais de 1000 anos cientistas de Shamballa estiveram em contato com extraterrestres vindos de Orion 3, que é a constelação vulgarmente chamada de Três Marias. Eles atuaram juntos e os cientistas terrestres absorveram muitos conhecimentos ainda não descobertos por eles como a criação de portais dimensionais para viagens entre os mundos e os campos energéticos que têm a finalidade e a capacidade de deixar uma cidade inteira invisível.

Foi por esta razão que surgiram as lendas que diziam que nem todos podiam acessar a cidade. Atualmente militares e cientistas mundiais trabalham incansavelmente em busca da fórmula dessa descoberta. Sem dúvida seria um avanço tecnológico e armamentício muito perigoso se não fosse utilizado de forma correta uma vez que essa tecnologia seria alcançada fazendo o alinhamento atômico dos átomos. Isso acarretaria a não existência de reflexo de luz, tornando invisível um objeto.

Acredita-se que cientistas já o conseguiram com pequenos objetos e atualmente o tentam com ratos. A intenção cientifica é boa, mas os militares podem assimilar a tecnologia e utilizar todo o conhecimento dos cientistas em benefício próprio.

Os extraterrestres de Orion 3 utilizavam Shamballa como base logística, enquanto seus habitantes aprendiam suas novas tecnologias. Durante muitos ciclos eles conviveram em paz, porém os extraterrestres não eram tão benevolentes quanto os habitantes de Shamballa e resolveram tomá-la de vez. Isso deu início a um combate que terminou por extinguir a todos os habitantes de Shamballa, dando fim à cidade. Eles lutaram contra os invasores extraterrestres, mas foi inútil, porque sua tecnologia era inferior a deles que venceram o combate jogando uma bomba de nêutrons que extinguiu Shamballa.

Pesquisadores afirmam que muitos ocultistas e místicos foram em busca de Shamballa e isso é fato. Uma delas foi a ocultista Helena Blavatsky. Alguns dizem que Hitler também financiou expedições em busca de Agathar, estariam todos em busca de algum poder ou conhecimento? Recentemente li um livro de ficção que aborda o tema. Chama-se o Segredo de Shamballa e foi escrito por James Redfield, também autor de A Profecia Celestina e de A Décima Visão. John, o protagonista da trama sai de Lhasa e vai até Dormar, no Tibete, sempre em busca do segredo da misteriosa Shamballa.