quarta-feira, 7 de março de 2012

ANDANÇAS


Aleixo e sua prima Dalva, 06.03.2012.
Ontem cedo passamos primeiro na casa da Dalva, prima do Aleixo. Lembrei-me de que estivemos aqui alguns anos atrás e ela fritou peixe para comermos enquanto tomávamos cerveja e conversávamos com seu marido José e os filhos do casal. Agora ela está viúva. Combinamos de passar ali no final da tarde para que ela nos acompanhasse a outras visitas aos familiares de Italva.
Depois Aleixo dirigiu o carro para a roça e tomamos a estrada de terra passando pelos locais de sua infância. Vimos a escola que leva o nome de seu avô paterno, a  igreja de São Pedro, a antiga usina de açúcar, a mansão do René Luiz Ribeiro ainda imponente, a casa da mãe do Aleixo, as mesmas estradas de quarenta anos atrás. Paramos na casa de seu primo e amigo de infância Joãozinho que nos recebeu com sua esposa Zezé. Depois visitamos o Tio Chico que está doente em uma cadeira de rodas aos cuidados de sua esposa – Tia Marly. 
Aleixo, Zezé e Joãozinho, seu primo
 e amigo de infância.
Mas tarde estivemos na casa do Antônio João e da Maria Sandra onde almoçamos.  Aproveitamos para ver fotos antigas e escaneá-las para a edição do livro da família Nuss.
Subi na casa da árvore que o Antonio João construiu e lembrei-me da casa que meu irmão Marco Antonio fazia nas mangueiras do quintal em nossa infância. Claro que quis ir até lá e Aleixo registrou minha aventura!
Voltamos para um descanso em Italva até o encontro com a Dalva à noitinha. Então, visitamos seus irmãos Totonho e Elacir. Em cada local, houve troca de informações e lembranças, entre Aleixo e seus primos. Também pegamos fotos para serem escaneadas. Agora cedo terminaremos o circuito da parentela em Italva e vamos para Itaperuna, passando antes pela fazenda de Tio Homero.

terça-feira, 6 de março de 2012

ITALVA

Aleixo e Regina na casa da Aparecida Nuss.

Desde ontem estamos em Italva. O nome desta cidade é uma junção da palavra tupi ita que significa pedra, com a palavra portuguesa alva. Portanto, pedra branca, numa referência à abundância de calcário em seu subsolo.
Primitivamente, a região era habitada por índios puris e goytacases. No século XIX, passou a ser ocupada por latifundiários. Por volta de 1850, não havia vilas nem povoados na região. O acesso à mesma era feito pelo Rio Muriaé.
Em 1873, foi criado o distrito de Santo Antônio das Cachoeiras de Muriaé, em alusão às cachoeiras da região, subordinado ao município de Campos dos Goytacazes. O nome do distrito, em 1911, passou a ser Cachoeiras. 

Imagem aérea de Italva, em 2006.
Posteriormente, assumiu a denominação de Monção, seguida de Puris, até 9 de outubro de 1944, quando passou a chamar-se Italva. O distrito foi elevado à categoria de município com a denominação de Italva, em 1986, desmembrado de Campos dos Goitacazes. Aqui moram muitos dos familiares do Aleixo, sendo que a família é imensa. Só de primos do 1º grau eram, inicialmente, 63, só do lado materno.

O avo do Aleixo possuía uma fazenda em Italva, a linha férrea passava ao longo dela. A estação era um ponto de referência e de visitas diárias por muito moradores. Havia chegada e saída de trens pela manhã e a noite. Muitos produtos eram recebidos e transportados nesse trem, pois era misto de carga e passageiros.  O chefe da estação usava terno azul e quepe vermelho e os condutores terno azul e quepe azul. As locomotivas eram à lenha. Elas tinham iluminação a carbureto, o que fazia um chiado e exalava um cheiro de gás.

Mãe do Aleixo, no meio, de azul, e outros tios do Aleixo.
Infelizmente, devido à ganância financeira e ao resultante desenvolvimento rodoviário, para queimar petróleo americano, acabaram com o sistema ferroviário brasileiro que já havia chegado a um nível tão avançado e útil para o povo com um todo, para termos o que vemos aí, um mundo cada vez mais poluído pela exaustão de gás carbônico, sem falar nas demais consequências.
Agora vamos sair para o início de nossas andanças nesta região fluminense.

segunda-feira, 5 de março de 2012

COM OS PRIMOS DE NOVA IGUAÇU

Regina e Aparecida Nuss, nas ruínas da
fazenda São Bernardino, no Tinguá.

Estivemos no Tinguá neste final de semana. Fomos muito bem recebidos pelos primos Aparecida e Geraldo, sua filhinha Giulianna e a querida Tia Dolores que completou 88 anos recentemente. Foram muitas refeições com prosa, troca de informações sobre nossos interesses comuns e notícias de familiares.
Cida está desenvolvendo um projeto de resgate das raízes históricas do Tinguá e ajuda comunitária com bases sustentáveis que pretendo detalhar posteriormente. Ela fez curso de turismo também e juntamente com um grupo de voluntários trabalha em prol da reconstrução do circuito turístico da região que tem sido ignorada pelos governantes.
Aleixo, Regina e Tia Dolores, na casa dos
primos do Tinguá.
Visitamos cada local e conhecemos bastante da história da região. Sabe-se que desde o início dos anos 1800 existia a vila de Iguassu (então escrita assim), à margem do rio Iguaçu, muito perto de onde estão as ruínas da Fazenda São Bernardino, na região de Tinguá. Essa vila cresceu, virou comarca e município.
Pouco tempo depois, em terras pertencentes à Iguassu, formou-se um arraial chamado Maxambomba que cresceu muito com a chegada da Estrada de Ferro D. Pedro II, em 1858. A vila de Iguassu, porém, era pujante, por causa da sua localização privilegiada, às margens de uma das variantes do Caminho Novo para Minas Gerais e do rio Iguaçu, navegável àquele tempo. Por ele, atingia-se a Baía de Guanabara e a capital do Império.
Cida, Regina e Aleixo, na Fazenda Bernadino,
em 04.03.2012.
O que hoje conhecemos por Baixada Fluminense - Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis - era o município de Iguassu, com sua sede lá em Tinguá.
Lá pelo final do século XIX, irrompeu um surto de cólera em Iguassu; morreu muita gente e os governantes decidiram mudar a sede do município para Maxambomba, que acabou virando Nova Iguassu, por volta dos anos 1910. A cidade velha foi paulatinamente abandonada e a floresta tomou conta.
Ainda hoje há escombros da velha Iguassu nas matas de Tinguá e é possível que quando a EF Rio de Ouro lá chegou com o ramal de Tinguá, pouco ou nada mais restasse da antiga pujança A estação fechou. O ambiente é desolador em relação ao seu passado. Nada restou da ferrovia. Em alguns pontos do leito que virou estrada de terra e que com a chuva virou lama é possível notar o relevo indicando que ali houve dormentes.

Campanário no Tinguá.
Mas não há qualquer vestígio visível da presença da ferrovia. Só fiquei sabendo de sua localização após ouvir depoimentos de nossa prima e de alguns moradores que, como ela, ainda lutam para resgatar parte da riqueza histórica do local.
À noite tivemos o privilégio de dormir no chalé de seu irmão Alexandre que mora no Canadá com a esposa Geiza e os dois filhinhos pequenos. Espaço muito lindo e aconchegante, carinhosamente preparado para nos receber.
Hoje, pela manhã, após mais visitas registradas por meio de fotos, pegamos o carro e viemos dormir em Italva. Amanhã continuaremos as visitas aos familiares do Aleixo. 

domingo, 4 de março de 2012

MINHA TERRA TEM PALMEIRAS


Lei e Regina no quarto do apê de Copa.
Passeamos pela Europa nos dois últimos anos e sentimos falta das aves. Lá, lembramos do poeta romântico que dizia: “minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá e as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”! Gonçalves Dias tinha razão!
Temos a sorte de viver junto à natureza goiana e ainda poder desfrutar da beleza marinha, algumas vezes ao ano. Especialistas dizem que o estado do Rio como um todo é privilegiado. Apesar do pequeno tamanho, o Rio abriga 730 das mais de 1.825 espécies registradas no Brasil. Nosso país é o segundo em avifauna, atrás apenas da Colômbia. 

 Avezinha nas mãos do Aleixo, na Lagoa.
E pode-se afirmar que a cidade do Rio de Janeiro é muito provavelmente a cidade do mundo com o maior número de espécies de aves: são 511. À primeira vista, a cifra é surpreendente, haja vista a grande concentração de pessoas, poluição e o asfalto - fatores pouco condizentes com biodiversidade. 

O segredo dessa riqueza ornitológica é a existência de habitats variados, algo em que poucas cidades no mundo podem competir com o Rio: florestas, restingas, praias, montanhas, ilhas, manguezais e até mesmo áreas urbanas. 
Das 511 espécies, 40 são consideradas urbanas, ou seja, podem ser encontradas em ruas e praças mais movimentadas. Observar essa passarada é  um grande programa na cidade. 
 
Biguá na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Garças na Lagoa, gaivotas e fragatas nas praias e bem-te-vis por todo lado já se incorporaram à paisagem. A saíra-sete-cores    que é  considerada o mais belo pássaro do Brasil -,  os tucanos e sabiás também encontram um lugar no Rio.

Algumas espécies, como os maçaricos, tipo de biguá, são migratórias, moradoras temporárias. Outras, como as fragatas e os biguás buscam refúgios nas ilhas próximas à costa. No Jardim Botânico, há tucanos e sabiás-laranjeira. Saíras são companheiros para os que passeiam pelas florestas da Tijuca e do maciço da Pedra Branca. 

A questão da preservação também é crítica. A destruição de hábitats e a caça predatória são um desafio à sobrevivência de muitas espécies. O estado do Rio concentra o maior número de espécies ameaçadas do continente sul-americano: 82. 

Pombo aprendendo a me acertar na rua!
Há diversos lugares na cidade recomendados para observação das aves. Com suas matas e montanhas, a Floresta da Tijuca é a favorita dos pesquisadores e observadores de aves em geral. Muitas aves que vivem na floresta, entretanto, fazem incursões e podem ser observadas no Jardim Botânico, podendo esticar o passeio até a Lagoa Rodrigo de Freitas. Outros bons locais são o Parque do Cantagalo,relativamente pouco frequentado, apesar da bela vista da Lagoa e o Forte do Leme, em que os visitantes podem explorar uma pequena floresta à beira-mar. 

Cada habitat tem suas peculiaridades para a observação. Em áreas abertas, como a Lagoa, o ideal é caminhar pela orla e ficar atento: por lá aparecem biguás, frangos d'água, garças de várias espécies, inclusive a maior de todas, a moura, martins-pescadores, gaviões, corujas, lavadeiras-mascaradas, fragatas ou tesourões, entre outros.
 
As aves são muitas nesta cidade.
Já nas florestas, mesmo nas do Jardim Botânico, é preciso ter paciência. Sentar e esperar. Aves de ambientes florestais são naturalmente mais arredias e mais difíceis de serem observadas do que as que vivem em áreas abertas. Mesmo assim, podem ser avistados o tucano-de-bico-preto, beija-flor-de-fronte-violeta, a saracura,  os sabiás e sanhaçus. 

Em florestas mais densas, como as da Tijuca e da Pedra Branca, vivem os belíssimos saíra-azul, de tons exuberantes, gaturamo-verdadeiro - é amarelo e azul, uma preciosidade - e a saíra-sete-cores,um pássaro da cor do arco-íris. Mas, com sorte, até no Jardim Botânico é possível se deparar com elas. 

Calor intenso lota as praias do Rio.
Essencialmente urbanos são o bem-te-vi, o pardal, o joão-de-barro, as rolinhas e os urubus. O pombo comum é considerado uma verdadeira praga, um invasor oportunista, que transmite doenças e infesta as cidades de todo o mundo. Sou privilegiada! Imaginem que tanto em Paris como no Rio já fui alvo do excremento de pombos!
Mesmo em plena cidade é possível observar aves de rapina, como espécies de gaviões e a coruja-da-igreja. Esses caçadores ficam à espreita de outras aves e roedores nos telhados de prédios e galhos mais altos de árvores. 

Ontem a atriz Sabrina Sato curtia a praia
de Ipanema.
Os melhores momentos para observar aves são sempre ao amanhecer e no anoitecer. As aves se alimentam no início da manhã e no fim da tarde. São esses os horários em que estão mais ativas.

Neste domingo,  após o banho de mar matutino, pegaremos o carro com direção ao Sítio Floresta encantada, onde familiares nos aguardam. Soube que lá não tem sinal para internet e, possivelmente, eu tenha que adiar a próxima postagem. Aqui o calor continua intenso e as praias estão lotadas...

sábado, 3 de março de 2012

RIO + 20


Aleixo e Regina,  no Rio, 03.03.2012.
Hoje almoçamos em Ipanema e fizemos compras na Rua Visconde de Pirajá. Estive no Rio, em 69, junto com minha amiga de infância Divina e nós nos hospedamos nessa rua, em casa de amigos goianos – Zezinho e Dezinha. Quanto tempo desde então! Quantas histórias!
 Projeto de energia renovável no Itajaí.
O Rio se prepara para um evento importante no próximo mês de junho. Vinte anos após a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, acontecerá o evento Rio +20. Seu objetivo é relembrar e renovar o engajamento dos líderes mundiais com  desenvolvimento sustentável do Planeta. 

Cristo Redentor no Rio de 447 anos.

O evento é uma das reuniões da Organização das Nações Unidas – ONU e já existem encontros preparatórios com a participação de empresas, ONGs, movimentos juvenis, movimentos sociais, associações da sociedade civil, entre outros. Dentre os assuntos a serem discutidos em Rio +20 está a economia verde, tida como um dos caminhos para o desenvolvimento, aliado ao respeito ambiental e à inclusão social.
Tem sido discutidos, dentre outros aspectos, os entraves e oportunidades para seu crescimento no país. Estão previstos para o próximo ano outros encontros preparatórios no Brasil e em outros países, além da criação de uma plataforma de discussão on-line.
Gaivota  no Rio de Janeiro, 2012.
O Mato Grosso do Sul tem representação nas discussões, dentre eles o jovem indígena João Felipe Gomes Marcos que pretende levar a preocupação com a juventude indígena também às discussões da  Rio +20.  
O Rio de Janeiro será pioneiro em distritos verdes no país. Depois da Ilha de Bom Jesus, área de 240 mil metros quadrados que abrigará centros de pesquisa em tecnologias sustentáveis, próximo ao Fundão, o estado negocia a instalação de empresas de energia renovável em Itaguaí, na Região Metropolitana. A entrega dos dois distritos verdes está marcada para o dia 18 de junho, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20.
Ilha de Villegaignon, RJ .
Os locais terão certificação Leed, selo internacional de sustentabilidade. Pretende-se que as ruas sejam pavimentadas com asfalto borracha, a iluminação seja feita com lâmpadas de LED, que consomem menos energia e as construções tenham sistema de tratamento de esgoto e reaproveitamento de água da chuva.
Duas indústrias estão interessadas e devem ficar na região de Itaguaí: uma das maiores empresas chinesas de energia eólica, e outra espanhola, de energia solar.

Após a conferência, não haverá prédios, pistas ou obras decorrentes da realização do evento. O legado será imaterial, pois a Rio+20 não é um evento apenas sobre meio ambiente, mas sobre desenvolvimento sustentável, destacando o aspecto social.

Quase pediatra Fabinha.
Outra relevância do encontro será a questão da acessibilidade  objetivando uma conferência inclusiva que possibilite a maior participação possível de cidadãos. Assim, a perspectiva é que as ações visando ao acesso a cadeirantes e portadores de deficiências auditivas e visuais sejam parte de uma campanha a favor da inclusão, que se estenderá após o término da conferência Rio +20. Além disso, a redução do número de papel, usando as novas tecnologias, servirá de exemplo para a população que participará e acompanhará a discussão. Penso que uma forma sustentável de economizar seria a captação de energia solar para a iluminação pública, uma vez que aqui o sol brilha o ano inteiro. E hoje tenho plantão voluntário na Web. Adiamos a nossa ida ao Tinguá receando não ter acesso à net naquele local.

sexta-feira, 2 de março de 2012

SEXTA-FEIRA NO RIO

Aleixo e Regina, no Rio, março de 2012.
Sexta-feira é meu dia predileto da semana, mesmo depois de ter deixado a vida acadêmica. Fomos ao cantinho da Pedra do Arpoador bem cedo e ficamos curtindo a natureza à beira-mar até que a praia se enchesse e batêssemos em retirada. Não tem preço a agradável sensação desta presença marinha. Ao terminar de atravessar o parque Garota de Ipanema e enxergar o mar, sinto que minha energia melhora, meu espírito se alegra.
Biguá, na Lagoa, "fazendo o quilo".
Havia centenas de aves marinhas em voo de formação diversa. Percebemos que as fragatas com peito branco têm a ponta do rabo em formato de tesoura. Elas plainam no ar, mas os biguás batem as asas o tempo todo. Parece que eles migram em direção à Lagoa. E no meio das revoadas vimos um urubu! Ele tem enorme potência de voo e atinge alturas inimagináveis.  Um biguá solitário pescou novamente em meio aos banhistas e depois se afastou acompanhando a revoada migratória.

Imagem do Cristo Redentor, Rio de Janeiro
Hoje vou à podóloga. Adoro caminhar na areia, mas sempre que o faço com muita frequência meus pés reclamam e tenho de cuidá-los. Depois quero buscar lembrancinhas para presentear as tias do Aleixo na próxima semana.
Ontem houve inúmeras comemorações pelo aniversário do Rio de janeiro, mas não foi feriado. Este aniversário  foi bastante comemorado e contou uma programação variada para celebrar seus 447 anos. O bolo gigante teve 44m e 70cm, um metro para cada ano de idade. A Sarca - Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências - homenageou,  a atriz Fernanda Montenegro no Morro do Corcovado. Ela recebeu o título de A Mais Carioca do Rio. 

Cartão de aniversário com declarações
de amor ao Rio de Janeiro.
Aconteceu ainda uma procissão religiosa pelas ruas do centro do Rio. A partir das 16h a Sarça promoveu um baile popular animado pela Orquestra Bianchini que contou com a apresentação de recreadores, personagens infantis e artistas circenses. Por volta das 18h, o prefeito Eduardo Paes cortou o bolo gigante. 
Quem preferiu fazer um passeio pelas ruas da cidade o projeto Roteiros Geográficos do Rio, da UERJ - Universidade do Estado do Rio – promoveu, nesta data, roteiros especiais de caminhadas pela cidade. 

Lago na Quinta da Boa Vista.
A Quinta da Boa Vista, zona norte, também entrou na rota de comemoração. O tradicional parque foi palco para o show de aniversário que contou com a presença do grupo Sorriso Maroto, Trio Ternura, Gustavo Lima, Revelação, MC Sapão e Coral Resgate. Antigamente esta festa acontecia na Rua da Carioca, mas mudaram  para a Quinta para não perturbar o trânsito na cidade. 

Estou feliz com a notícia de que minha amiga Nair assume interinamente a coordenação da Editora da PUC. Certamente o Professor Gil será aproveitado em nova função após o seu afastamento deste cargo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

PRIMEIRO DE MARÇO

Aleixo e Regina, no Rio, 1º de março, 2012.

A cidade do Rio de Janeiro comemora seu aniversário duas vezes ao ano; em 20 janeiro por causa do santo padroeiro e, hoje, primeiro de março. Esta cidade tem sido homenageada por grandes poetas e músicos, está bastante presente no cinema e nas artes plásticas, é cartão-postal do Brasil e, mesmo assim, só quem respira um pouco do clima carioca sabe o que essas artes tentam exprimir.
Rio de Janeiro - cartão postal do Brasil.

Já reiterei que ser carioca é um estado de espírito que não se perde mesmo quando se está longe do sol e do mar! Quem põe os pés na Cidade Maravilhosa ganha um pouco desse ar descontraído, esperto e bem-humorado. Digo isso por experiência própria! Já me sinto uma goiana carioca há muito tempo.
Mas o Rio é também uma cidade de contrastes. Nem todos têm as mesmas chances; existe a violência como em todas as grandes metrópoles. Porém, o jeitinho do carioca sempre encontra uma maneira ou outra para driblar as diferenças.


Estádio do Maracanã no Rio de Janeiro.
É por isto que três dos principais símbolos da cidade constituem também espaços em que convivem todas as classes: o Maracanã, com o futebol, no qual o que vale é torcer pelo time do coração; o Carnaval, em que a paixão pelo samba supera qualquer diferença; e as praias, porque, afinal, o mar é de todo mundo!
Sabemos que a cidade do Rio de Janeiro não recebe este nome por causa de um rio! Na verdade foi um estuário, observado por Gonçalo Coelho, logo após o descobrimento do Brasil, que inspirou o nome.


Praias do Rio de Janeiro.
Gonçalo Coelho era o encarregado do reconhecimento da terra e pensou que o estuário era a foz de um grande rio. Como era dia 1º de janeiro de 1502, o nome ficou sendo Rio de Janeiro.
Todavia, a fundação da cidade, mais de meio século depois, se deu por questões militares. É que, em 1555, as invasões francesas ocuparam a Ilha de Villegaignon para lá fundar uma colônia. Isto obrigou os portugueses a prestarem mais atenção à costa brasileira, principalmente na região da Guanabara.

Então, em 1560, o terceiro governador geral do Brasil, Mem de Sá, saiu da Bahia com o objetivo de expulsar os franceses da ilha. E conseguiu.
O sucesso foi comunicado à Rainha Regente, D. Catarina, em Portugal, por Estácio de Sá, primo de terceiro grau de Mem de Sá. Por causa das peculiares relações de parentesco da época, alguns historiadores atribuem a Mem de Sá a posição de “tio” de Estácio de Sá; uma questão de proximidade.
A Imagem do Cristo Redentor acolhe  todos
com espírito carioca.
De qualquer forma, foi Estácio de Sá quem veio para o Rio em 1564, com instruções do primo para expulsar os inimigos, manter a paz com os índios tamoios e ouvir os conselhos do Padre Nóbrega. Como não foi possível se entender com os tamoios, Estácio pediu a intervenção do padre.
Conseguido o apoio dos índios, Estácio de Sá organizou a expedição e partiu em 22 de janeiro de 1565. Em 1º de março desembarcaram e foi fundada a cidade, a que se chamou de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao Rei de Portugal, D. Sebastião.


Bondinho no Pão de Açúcar,
Rio de Janeiro.
Estivemos na praia cedo. Voltamos e Aleixo foi ao centro buscar o documento para conseguir o cartão do morador, depois saímos para almoçar e mais tarde vamos à Casa Paulo de Tarso.
Claro que não desistimos de nossa caminhada pelo Calçadão de Copa no início da noite. Ontem, parei por instantes, deslumbrada com a beleza das ondas quebrando na areia e tendo ao fundo o Forte de Copacabana, iluminado. O mar parecia de prata...