quarta-feira, 21 de março de 2012

ENERGIA DO EREMITA


Ando preferindo estar isolada, curtindo aquela preguiça, sem muita vontade de sair da chácara. Mas, à tardinha, a gente faz pequenas caminhadas pelos arredores da Shamballa.
E tenho tido tempo de conversar com  Aleixo...De vez em quando, ele lembra uma história de sua infância na roça do interior do  Rio de Janeiro.  
Ontem ele me falou da caça que sua mãe preparou para a família e os camaradas, como eles chamavam os peões da fazenda.
Alguém pegou um tamanduá preto e Dona Joaquina o fritou com capricho. Aleixo me disse que ficou muito bom e todos comeram bastante, elogiando o tempero.
Tamanduá cheiroso da roça do Lei.
Acontece que cerca de dois dias depois da comilança, o cheiro forte do tamanduá permanecia no ambiente. Então, perceberam que cada um exalava o cheiro característico do bicho em seu próprio suor!  Esses animais se alimentam de formigas e principalmente de cupins que retiram dos cupinzeiros com a sua língua chega a ter 200 cm de comprimento, alojada dentro de um focinho também afunilado. Para desfazer os cupinzeiros, os tamanduás têm garras fortes e curvas nas patas dianteiras, que lhes dificultam o andar. E o odor que emitem é bastante forte! Sei que eu tinha dificuldade de visualizá-los de perto no zoológico...

Ontem cruzamos com quatro quatis...
Hoje, descobrimos que nosso IPTU vem alto porque nosso espaço consta como terreno vazio e moramos aqui há mais de sete anos! 
Assim, resolvemos  ir à Secretaria de Planejamento tratar disso. Ao passarmos pela Alameda das Pacas  em direção a Senador Canedo, quatro animais cortaram a rua na frente de nosso carro. A princípio, pensamos que eram macacos, mas depois constatamos que eram quatis adultos, bem grandes, lindos!
Estamos, ainda, ultimando ainda o acerto anual com o leão, cada vez mais faminto! Quisera que os governantes aproveitassem melhor a quantia exorbitante de imposto paga pelos trabalhadores brasileiros. Mas, a cada vez, a mídia noticia maior nível de corrupção!

segunda-feira, 19 de março de 2012

TIO HOMERO

 Foto de Tio Homero em 1944.
Tio Homero é casado com  Leonor Nuss, tia do Aleixo. Seu nome na realidade é bem diferente, mas só é conhecido assim. Ele participou da Segunda Guerra mundial sendo um pracinha. Está com muito mais de oitenta anos, mas continua trabalhando ativamente. Toma conta de suas fazendas, viaja pelo país todo, como um jovenzinho cheio de energia e lucidez!

Os adultos por seus atos ou palavras influenciam muito nas emoções e experiências das crianças. Por meio de suas atitudes, eles podem deixar lembranças de coragem, de força, de gosto pela aventura, de dinamismo.

Tia Leonor e Tio Homero.
São nessas recordações que se enraízam as reações e os sentimentos que caracterizam toda a atitude da pessoa com relação à vida. E aquilo que para o adulto possa parecer uma palavra ou um ato banal é, muitas vezes, no espírito infantil, o núcleo de uma lembrança importante sobre a qual a criança vai construir alguma coisa futuramente.

Aleixo me disse que conheceu seu Tio Homero na década de cinquenta. Sabia que ele tinha participado da segunda guerra e se lembra de que ele sempre foi muito empreendedor.

Maria é filha dos tios Homero/ Leonor,
e prima do Aleixo. 
Além de suas atividades agropecuárias, ele também se dedicava à pescaria com fins comerciais nas quais eu o ajudei algumas vezes, catando peixes nas armadilhas que ele preparava. Tio Homero costumava fazer uma barreira com bambu de um lado ao outro, sobre as lages do Rio Muriaé.

Ali os peixes se detinham e eram capturados por ele. Ele gostava ainda de caçar e o fazia frequentemente em diversas partes do Brasil.

Tio Homero na Segunda Guerra Mundial.
Mais tarde, Aleixo soube por seu intermédio que os soldados brasileiros desembarcaram na Itália, cantando uma canção específica. A música era do maestro Spartaco Rossi e o poema de Guilherme de Almeida. A Força Expedicionária Brasileira, conhecida pela sigla FEB, foi a força militar brasileira de 25.334 homens, que lutou ao lado dos Aliados na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.

No centro tia Leonor e o filho médico, da
marinha.
Constituída inicialmente por uma Divisão de Infantaria, acabou por abranger todas as Forças Militares Brasileiras que participaram do conflito. Adotou como lema "A cobra está fumando", em alusão ao que se dizia à época, que seria "mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra".

Nesta última visita à casa da fazenda de tio Homero, encontramos muitas fotos de sua experiência na segunda guerra que escaneamos com curiosidade e admiração.

domingo, 18 de março de 2012

MALUBA NA SHAMBALLA




Maluba e Regina, na Shamblla,
em 17.03.2012.
O tempo amanheceu nublado e temi chuva no horário do evento. Fiquei tranquila porque poucas pessoas haviam confirmado presença. Mesmo se chovesse, teríamos espaço para todos.

Ainda no quarto, percebemos uma esperança verdinha na colcha de retalhos de nosso leito e, com alegria, lembrei-me de minha mãe que acreditava que essa visita nos traz boa sorte!

Inseto Esperança na colcha da cama.
O livro da Maluba chama-se Terapia Quântica – Uma Abordagem Transdisciplinar. Segundo a autora, a obra contempla a inclusão do primado da consciência sobre o cérebro, a transcendência, a transdisciplinaridade, a informação não local e a espiritualidade no pressuposto de uma terapia quântica.


Tatiana, Maluba, Regina, Nair e Helen.
Estivemos conversando informalmente, curtindo a natureza, degustando o lanche, antes que ela procedesse aos autógrafos. Tiramos tantas fotos que será difícil a seleção para a postagem de hoje.

Aconteceram imprevistos e alguns convidados ligaram justificando a ausência. Mas Maluba trouxe alguns de seus discípulos e o evento contou com muitas presenças. Conforme ela havia predito, não choveu. O sol brilhou toda a tarde e, à noite, após o lançamento, ainda pudemos fazer duas rodas de cura no pátio da Shamballa.

Maria da Purificação Freitas - Maluba -
autografando seu livro em 17.03.2012.
Psicólogo Lindomar ao tambor,
durante as rodas de cura.












A energia do espaço esteve benéfica e muitos o perceberam, agradecendo essa natureza abençoada e propícia aos trabalhos de cura. Nada ocorreu como planejado, simplesmente deixamos a espiritualidade dirigir o evento! Foi tudo lindo, mágico, gratificante! A gente se sentia volitar ao término das rodas de cura ao som dos tambores, na harmonia da beleza de Shamballa. O ultimo grupo saiu após as 21 horas.

Grupo reunido após a roda de cura.

Luiza, Félix, Lindomar, Tatiana, Regina,
, Rivanara, Rivaldo, Maluba, Patrícia.









Na madrugada, a chuva veio forte e, mais uma vez, a água cumpriu seu papel de purificação e criação de nova vida!



sexta-feira, 16 de março de 2012

MAIS UMA SEXTA-FEIRA

Regina com os filhotes da Bettina.
A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está à minha frente e diria que eu o amo...
Apolo fica bravo com Aleixo, às vezes.
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará. Mario Quintana

E hoje é novamente sexta-feira! A gente nem percebe, mas envolvida com as tarefas do dia-a-dia, mais uma semana se foi!

Estou ultimando os preparativos para o minilançamento do livro da Professora Maluba que acontecerá na Shamballa, amanhã!

Lux e Noir abriram os olhos ontem!
Muita gente não poderá vir, mas a gente sabe que quem deve vir, aqui estará! E é sempre bom reencontrar a Maluba e ter oportunidade de conviver algumas horas com toda a sua sabedoria.


Fábia me ligou pela manhã e relatou que um senhor teve um enfarto na rua e ela foi chamada para socorrer o paciente. Esteve por mais de duas horas, reanimando-o. Ele foi e voltou várias vezes. Mas, agora, ela havia acabado de deixar seu plantão e ele estava bem.

Quando ele teve o ataque, caiu próximo de onde ela se encontrava e ela pôde socorrê-lo e solicitar a ambulância com os aparelhos que lhe possibilitaram auxiliá-lo.

RE. PET Noir é  tão fofo!
Ontem eu conversava com uma jovem estudante de enfermagem que trabalha com o angiologista que me examinaria daí a pouco. Ela relatou que faz estágio no hospital do câncer e percebeu a luta atroz de alguns pacientes terminais pela manutenção da vida física. Ao mesmo tempo, lembramos juntas de quantas pessoas atentam contra a vida diariamente...

Silvia Nuss, irmã do Aleixo e
sua netinha.
Fábia comentou que o índice de desenvolvimento do SUS em sua região teve uma avaliação bem acima da média nacional e ela juntamente com a equipe de internos de Lagoa Formosa foram cumprimentados por contribuírem com a saúde pública mais humanizada.

quarta-feira, 14 de março de 2012

COTIDIANO E LEMBRANÇAS DO ALEIXO

Aleixo e Regina, no sítio da prima
Aparecida Nuss, em Nova Iguacu, RJ.
Temos tentado permanecer mais tempo em casa para acabar de colocar as coisas no lugar. Preparando o almoço ontem, lembrei-me de como é boa a comida feita na hora e com muito amor!

Bettina continua cuidando de seus dois filhotes. Liguei para minha sobrinha veterinária - Lívia - para agradecer-lhe a assistência que ela deu à labradora, em nossa ausência. Ela nos aconselhou a esterilizá-la daqui a alguns meses.

Pedro Nuss, Máximo Nuss, Jacinta e
Gracinha Peçanha.
Ante-ontem malhei bastante, estendendo e recolhendo roupas com as constantes ameaças de chuva. Mas secou quase tudo, antes que o toró chegasse e a Laura já pôde passá-la.

Sempre que a gente se ausenta por mais tempo, alguma coisa estraga. Desta vez, foi a bomba d’ água do riacho que tivemos que levar para conserto. A mangueira da cisterna estava vazando e foi preciso Aleixo consertá-la. A cortadora de grama também apareceu estragada, assim como a vela do filtro de barro que adoro... 

Dona Joaquina -mãe do Aleixo - e sua tia
Maria.
Vi uma taturana laranja no chão e Aleixo foi procurar a árvore em que elas estavam aninhadas. Assim que identificou, preparou uma vara com pano embebido em querosene para exterminá-las e aproveitei para registrar o fato.

Bettina quis ir nadar no riacho e Astro a acompanhou. Mas logo os filhotes reclamaram e ela voltou para atendê-los. As galinhas aprenderam a pular a cerca do galinheiro para botarem no mato e não temos tido ovos, porque os cachorros comem-nos antes que a gente ache o ninho. Todavia, esta noite elas terão suas asas aparadas!

Avô - João Nuss - e  um dos 63 netos.
Quando descansamos na rede da varanda, Aleixo sempre comenta comigo as lembranças de sua infância na roça. Fala com saudades de seu tempo de criança, dizendo que eles costumavam colher o milho verde na hora e comê-lo, depois de assado na brasa.

Ele acrescenta que seus banhos no córrego Capivara serão sempre uma doce lembrança!

Acordava cedinho e comia inhame, banana, batata doce ou broa de milho com leite de cabra e café.

Nos fins de semana, sua mãe preparava carinhosamente macarronada com frango caipira, no fogão à lenha. E a água potável ficava fresquinha na talha de barro!

Tias do Aleixo: Leonor,  Dolores
e Francisca, há mais de meio século.
Aleixo ajudava a trazer o gado para o curral e aquilo constituía um ritual alegre com o entoar dos sons para guiar o gado.

Diz que gostava muito de ir à casa de farinha para comer beiju. De subir na goiabeira, mangueira, ingazeira, pegar os frutos para depois comê-los na sombra das árvores.

Dormia na esteira de taboa ou no colchão de capim...

Na sua casa a iluminação era feita primeiramente acendendo as lamparinas. Depois, com o lampião a querosene ou gás. Mais tarde veio a luz elétrica...

Tio Antônio, Lei, Cláudia Fernandes e
mana Lourdes, em 1986.
Ele diz, ainda, ter saudades de alimentar os porcos e admirá-los no chiqueiro. De ouvir o canto do galo como um despertador que não atrasa. De pôr milho para as galinhas e, no final do dia, observá-las no poleiro.

Ver a fogueira de lenha verde queimando até de madrugada... E, ao amanhecer do dia, notar que a brasa não estava apagada.

Todo esse tempo que jamais volta e que não se compra com dinheiro!

Aleixo queimando as taturanas de fogo.
Sua ida à escola era a pé... Os passeios aconteciam na casa de parentes ou na igreja...

Seu primeiro professor foi o Benedito Cipó... Negro, magro e manco, o bom professor!

Sua tia predileta era tia Lourdes que o protegia das outras tias que gostavam de castigá-lo por suas traquinagens...


Família  Nuss Muniz.
Gostava muito do avô materno – João Nuss – porque ele falava pouco, mas comandava, com firmeza tranquila, a família inteira. Nunca o ouviu brigando com ninguém!

Sua mãe trabalhava muito e era muito devota, estava sempre rezando, nunca falou um palavrão e, tampouco, ingeria álcool. Ela era muito ligada ao filho caçula, seu irmão Felipe, que morreu aos 33 anos deixando dois filhos pequenos!

segunda-feira, 12 de março de 2012

RAÍZES FLUMINENSES

Aleixo Nuss, em Ubatuba, SP., 1967.
Aleixo abriu os olhos numa localidade chamada Capivara, no norte fluminense, há pouco mais de seis décadas. Fica a cerca de seis quilômetros de São Pedro do Paraíso, onde havia um grande movimento, quando a Usina de Açúcar São Pedro do Paraíso, hoje sucateada, existiu e funcionou a todo vapor, espalhando pelas redondezas um cheiro gostoso de açúcar em processo.

O pequeno povoado é constituído de casas sem fundações, colunas, vigas ou construções regularizadas. Em sua grande maioria, elas são construídas em locais de risco intensificado de enchentes e de enxurradas, coisa que não existia em sua infância.
Tio Máximo e sua esposa Jacinta,
em 1956.
A única construção sólida é o palacete do então proprietário, já falecido, Renê Luis Ribeiro, que apresenta ainda toda uma pompa imperialista da época dos grandes usineiros brasileiros ou senhores de engenho.

Hoje, praticamente não existem casas que estejam fora da área sujeita à inundação fluvial, inclusive, a casa de pessoas importantes na região pode ser atingida por enchente. Portanto, toda esta localidade rural é vulnerável às enchentes. Atualmente, moram nessa localidade, aproximadamente 150 pessoas e cerca de 80% dos moradores não possuem emprego fixo, vivem de biscates e necessitam de auxílio do poder público.

Ancestrais do  Aleixo,
semelhantes ao Carlito!
Antigamente essa população ou algum familiar tinha o seu sustento no trabalho do cultivo, da colheita e na moagem de cana para produção de açúcar e, por último, a fabricação de cachaça, até que a usina fechasse.

Planejamos nos hospedar em um hotel nessa cidade ou na vizinha São João do Paraíso, mas não existe nenhum e acabamos ficando em Italva.

Contudo, seu primo Oneildo (Dedê) reside em casa próxima ao mesmo rio Muriaé, em Italva, numa parte da grande fazenda chamada Florida. Sua residência foi construída com toda a estrutura necessária e bem alta.

A fazenda do Tio Homero é cortada pelo rio Muriaé, na altura de São Pedro do Paraíso, mas sem riscos de invasão pelas enchentes.

Tia Leonor Nuss e marido Homero.
A escola fundada em terreno doado por seu pai foi abandonada pela prefeitura e sua cunhada viúva de Felipe - Marília Bauer - está movendo processo de reintegração de posse do imóvel que fica dentro de seu sítio.

Gosto muito de visitar aquelas paragens e ouvir as histórias, prenhes de sentimento, da convivência de Aleixo com seus pais, avós e seus 63 primos de primeiro grau! Até hoje, a maioria mantém os laços de amizade apesar de existir gente espalhada pela Brasil e exterior!


Cunhada Marília Bauer e filhos:
Rodrigo e Rafael
Já aconteceram algumas Cavalgadas da Família Nuss e, uma vez em que estivemos presentes, lembro-me de que conseguiram reunir mais de quatrocentos parentes!

Nessa última visita, foi muito bom compartilhar as recordações familiares, à medida que vasculhávamos fotos antigas!



domingo, 11 de março de 2012

VIAGENS VÁRIAS

Regina, de volta!
A escolha de Santa Juliana foi por acaso. A gente nem sabia da existência dessa cidadezinha. Paramos numa pamonharia próxima para um café e nos disseram que havia uma cidade a cerca de 6 km e não longe da rodovia. Nem nosso mapa impresso, nem o GPS tinham registro dela tampouco.


Apolo gritou: - Mãããeeeeee! 
O Hotel Recanto é esteticamente agradável, muito limpo, confortável, funcional, novinho. A recepção e o serviço são excelentes. Tudo por preço justo. Acordamos e percebemos que chovera à noite. Um beija-flor veio nos saldar, possivelmente atraído pela cortina verdinha! Após checar o correio e degustar o desjejum, tomamos a estrada mais uma vez. Agora a paisagem é diferente – cerrado.

Mas o verde de todos os tons ladeiam as longas retas. De repente, um tucano passa voando à frente de nosso carro e não podemos deixar de sorrir agradecidos. Há muito eucaliptos exalando perfume purificante, junto com o cherinho gostoso da terra molhada. Plantações diversificadas, com predominância de soja e milho.

Casinha que Felipe, irmão de Aleixo, construiu
para sua mãe, próxima à sua casa, antes de
mudar de plano.
Na compreensão das novas experiências vividas, reitero que jamais poderei reclamar de monotonia. Algumas pessoas nascem, crescem e terminam seus dias no mesmo lugar. Mas, mesmo nas maiores dificuldades financeiras, ao longo de minha existência terrena, eu nunca deixei de realizar todos os tipos de viagens – nacionais, internacionais, pela literatura, pela imaginação, pelos sonhos, desperta ou acordada.

E, hoje, sou o resultado de muita vida bem curtida em todas as suas nuances, sempre reinventada.


Aniversário de Joaquina, mãe de Aleixo,
quando completou 80 anos.
Na Shamballa encontramos tudo em harmonia. Parece que choveu bastante durante nossa ausência. Laura deixou a casa limpa para nós e lhe sou extremamente grata pelo zelo. Apolo esteve na gaiola e assim que me viu começou a gritar para que eu o soltasse.

Logo, Aleixo foi à casa da vizinha Marília, atrás de nossa cachorra Bettina. Dois filhotes sobreviveram e estão muito saudáveis. A mãe, a princípio, quando eram seis filhotes, recusava-se a amamentá-los. Talvez, em seu instinto, Bettina soubesse que estavam doentes. Mas agora cuida direitinho destes dois, um preto e um branco. Naturalmente vou dar um para a minha vizinha que cuidou deles nestes primeiros dias em sua própria casa. Eles são lindos, puros labradores como a mãe!

Bettina amamentando seus dois filhotes.
Sou devedora também de meus sobrinhos veterinários Lívia e Thiago que lhe deram toda a assistência necessária. Ainda, de minhas irmãs – Celina e Clélia - que vieram aqui, à noite, a fim de saberem notícias para me tranquilizar a distância.

A viagem foi maravilhosa, mas sempre é bom retornar ao lar! Já lavei a roupa suja na máquina e agora sairemos para as compras e o almoço...