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Aleixo e Regina, no sítio da prima
Aparecida Nuss, em Nova Iguacu, RJ. |
Temos tentado permanecer mais tempo em casa para acabar de colocar as coisas no lugar. Preparando o almoço ontem, lembrei-me de como é boa a comida feita na hora e com muito amor!
Bettina continua cuidando de seus dois filhotes. Liguei para minha sobrinha veterinária - Lívia - para agradecer-lhe a assistência que ela deu à labradora, em nossa ausência. Ela nos aconselhou a esterilizá-la daqui a alguns meses.
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Pedro Nuss, Máximo Nuss, Jacinta e
Gracinha Peçanha. |
Ante-ontem malhei bastante, estendendo e recolhendo roupas com as constantes ameaças de chuva. Mas secou quase tudo, antes que o toró chegasse e a Laura já pôde passá-la.
Sempre que a gente se ausenta por mais tempo, alguma coisa estraga. Desta vez, foi a bomba d’ água do riacho que tivemos que levar para conserto. A mangueira da cisterna estava vazando e foi preciso Aleixo consertá-la. A cortadora de grama também apareceu estragada, assim como a vela do filtro de barro que adoro...
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Dona Joaquina -mãe do Aleixo - e sua tia
Maria. |
Vi uma taturana laranja no chão e Aleixo foi procurar a árvore em que elas estavam aninhadas. Assim que identificou, preparou uma vara com pano embebido em querosene para exterminá-las e aproveitei para registrar o fato.
Bettina quis ir nadar no riacho e Astro a acompanhou. Mas logo os filhotes reclamaram e ela voltou para atendê-los. As galinhas aprenderam a pular a cerca do galinheiro para botarem no mato e não temos tido ovos, porque os cachorros comem-nos antes que a gente ache o ninho. Todavia, esta noite elas terão suas asas aparadas!
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| Avô - João Nuss - e um dos 63 netos. |
Quando descansamos na rede da varanda, Aleixo sempre comenta comigo as lembranças de sua infância na roça. Fala com saudades de seu tempo de criança, dizendo que eles costumavam colher o milho verde na hora e comê-lo, depois de assado na brasa.
Ele acrescenta que seus banhos no córrego Capivara serão sempre uma doce lembrança!
Acordava cedinho e comia inhame, banana, batata doce ou broa de milho com leite de cabra e café.
Nos fins de semana, sua mãe preparava carinhosamente macarronada com frango caipira, no fogão à lenha. E a água potável ficava fresquinha na talha de barro!
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Tias do Aleixo: Leonor, Dolores
e Francisca, há mais de meio século. |
Aleixo ajudava a trazer o gado para o curral e aquilo constituía um ritual alegre com o entoar dos sons para guiar o gado.
Diz que gostava muito de ir à casa de farinha para comer beiju. De subir na goiabeira, mangueira, ingazeira, pegar os frutos para depois comê-los na sombra das árvores.
Dormia na esteira de taboa ou no colchão de capim...
Na sua casa a iluminação era feita primeiramente acendendo as lamparinas. Depois, com o lampião a querosene ou gás. Mais tarde veio a luz elétrica...
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Tio Antônio, Lei, Cláudia Fernandes e
mana Lourdes, em 1986. |
Ele diz, ainda, ter saudades de alimentar os porcos e admirá-los no chiqueiro. De ouvir o canto do galo como um despertador que não atrasa. De pôr milho para as galinhas e, no final do dia, observá-las no poleiro.
Ver a fogueira de lenha verde queimando até de madrugada... E, ao amanhecer do dia, notar que a brasa não estava apagada.
Todo esse tempo que jamais volta e que não se compra com dinheiro!
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| Aleixo queimando as taturanas de fogo. |
Sua ida à escola era a pé... Os passeios aconteciam na casa de parentes ou na igreja...
Seu primeiro professor foi o Benedito Cipó... Negro, magro e manco, o bom professor!
Sua tia predileta era tia Lourdes que o protegia das outras tias que gostavam de castigá-lo por suas traquinagens...
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| Família Nuss Muniz. |
Gostava muito do avô materno – João Nuss – porque ele falava pouco, mas comandava, com firmeza tranquila, a família inteira. Nunca o ouviu brigando com ninguém!
Sua mãe trabalhava muito e era muito devota, estava sempre rezando, nunca falou um palavrão e, tampouco, ingeria álcool. Ela era muito ligada ao filho caçula, seu irmão Felipe, que morreu aos 33 anos deixando dois filhos pequenos!