quarta-feira, 11 de julho de 2012

FÁBIA NA LAGOA



Fábia, Bruno e Ana Luiza, em L. Formosa
Fábia passou os últimos seis meses como  interna em Saúde Coletiva em postos de pronto atendimento - urgência e emergência - de Minas. Gostou muito da experiência na cidade Lagoa Formosa. Como o local é perto de  Tiros, ela pode ir para casa a cada final de semana. A prefeitura alugou um ótimo imóvel em frente à grande lagoa, com excelentes instalações para os três internos da UNIPAC – Bruno, Ana Luiza e Fábia. Eles tiveram direito às refeições em restaurante próprio, uma empregada para limpar a casa e cuidar dos uniformes brancos, além de hidroginástica,  ao final do expediente diário. Minha filha fez muitas amizades e diz que o semestre foi riquíssimo em aprendizado na área médica, devido aos plantões e aos atendimentos nos postos de saúde.

Gansos e patos na Lagoa Formosa.
Fábia está fazendo alguns exames preparatórios para possível procedimento cirúrgico e, enquanto isso, desfrutamos também da presença de meu genro Vaíte e de meu neto Frederico.
Luciana me ligou avisando que tiveram que adiar a vinda a Goiânia e me dando notícias dos netos brasilienses.  Contou-me que Juju tem aulas de arte no Colégio Perpétuo. As professoras  apresentam alguns pintores  famosos com suas obras mais  significativas  para uma releitura em nível infantil. Na rua,  Juliana viu uma reprodução do Picasso e identificou logo: - Mãe, este  quadro eu conheço. É do Pablo Sem Braço!

Ana, Dr. Alex, Bruno e Fábia, junho 2012.
Levei meu neto ao médico e ele quis conversar comigo também. Dr Delfino tinha algo a me contar. Relatou que foi a um sebo e encontrou um livro meu. Era o antigo Presente de Meiga, dedicado em 25 de novembro de 96  para minha mãe! Ele não teve dúvida. Adorava a Dona Didi. Por isso, soube que o livro era seu e o comprou na hora! Emoção cúmplice, a que nós sentimos juntos, após o relato!
Lembramos também que há vinte anos eu estive com a Helga e o Fabrício, pai do Frederico, neste mesmo consultório! Gosto muito da sabedoria do Dr. Delfino e é sempre um prazer reencontrá-lo! Ele é médico, mas apaixonado pelas Letras e está escrevendo um livro que pretende publicar em breve!

sábado, 7 de julho de 2012

MÊS DE JULHO





Regina,  julho, 2012.
A família tem um novo membro! Lucas Araújo Almeida chegou forte e saudável para alegria de todos os envolvidos! No último fim de semana, Rafael e Maria Victoria estiveram conosco por dois dias. Eles têm muita energia e mantiveram-me ocupada o tempo todo. Tudo é novidade para eles que nasceram em Amsterdam e viveram lá até há pouco tempo atrás.
Vivi e Rafa brincando com os cães na
Shamballa.
Eu tinha um compromisso na cidade e saímos assim que Celina e a Renata vieram buscá-los. Depois paramos no Wal Mart para fazer algumas compras. Aleixo começou a conversar com um rapaz que ajudava no caixa e ele me reconheceu, lembrando-se do meu tempo na universidade e de minha filha Fábia. Então, eu também me lembrei do Cairo...Ele era bem jovem e magro na época. Trabalhava no estacionamento da PUC, conversando com alunos, funcionários e docentes. 
No dia, comprei bananas e havia duas juntas. Aleixo disse ao Cairo que as bananas gêmeas são chamadas de iconhas, assim como os grãos do café emendados se chamam felipes.  
Aleixo, Cé, Fábia e André, na Shamballa.
No retorno para casa comentávamos que não são muitas pessoas nos centros urbanos que reconhecem os pés de café, já  participaram de sua colheita, secagem, torragem, moagem, como nós dois! Gosto de café, principalmente do cheiro!
Minha filha, meu genro e neto chegaram e estarão conosco neste mês de julho. Adoro a convivência com os familiares. 
Lucas Araújo Almeida, nasceu em Brasília,
no dia 04 de julho.
Meu filho logo deve vir também com minha nora e as crianças. Penso organizar mesmo a sonhada festa julina e convidar as crianças da família!
Lembrei-me de que faz quinze anos que Otávio e Lu se casaram e isso merece uma comemoração! E em julho próximo será a vez da formatura da médica da família!

domingo, 1 de julho de 2012

EM TRINDADE



Regina, em Trindade, GO. , 30.06. 2012.
Estivemos ontem em Trindade observando a Romaria 2012. Nossa viagem foi tranquila, são apenas 18 km de Goiânia, mas como moramos na chácara do outro lado da cidade, percorremos cerca de 80 km – ida e volta.
Ao longo da Rodovia dos Romeiros observamos milhares de pessoas fazendo o percurso a pé. É muito bonita a imagem do povo caminhando na trilha cercada de palmeiras e entremeada de estações de fé, além de postos com alimento e bebida disponíveis, assim como objetos religiosos sendo comercializados.
Aleixo e Regina, no Santuário do Divino
Pai Eterno, em Trindade.
Alguns fazem a peregrinação rumo ao Santuário  da Basílica, saindo de suas cidades e percorrendo longos trajetos a pé, no lombo de animais ou de carro de boi. A tradição sobrevive há décadas e a cada ano torna-se mais forte, aumentando o número de participantes. Tudo movido pela fé no Divino Pai Eterno.
As festividades começaram no dia 22 de junho e terminam hoje, dia 1º de julho. 
Carro de romeiros em Trindade, Goiás.
A cidade recebe os romeiros de todas as regiões do Brasil que chegam a Trindade em busca de bênçãos, graças e agradecimentos.  E contou com grande esquema de segurança. Além disso, a Prefeitura Municipal de Trindade também adotou várias ações para garantir o conforto de turistas e devotos.
A longa caminhada, apesar do cansaço, é motivo de alegria e um meio de fortalecerem a fé, conforme depoimento de alguns com os quais conversamos. O movimento dos romeiros é intenso e percebem-se barracas comercializando tudo que possa atrair aos inúmeros visitantes.
No interior da igreja em Trindade.
Quis assistir à missa do famoso Padre Robson, mas essa seria noutro horário. Tampouco consegui acender uma vela no local destinado aos devotos. O vento não estava propício e as centenas de velas ali colocadas estavam apagadas. Achei interessante que ouvi música peruana o tempo todo, produzida por grupos vestidos com suas roupas típicas e tocando flautas e gaitas. Lembrei-me de quando estive em Machu Pitchu!
Ainda no Santuário do Divino Pai Eterno.
O dia da grande festa é o primeiro domingo do mês de julho de cada ano. Durante os nove dias, que antecedem o grande dia de festa, são celebradas missas, novenas, encontros com jovens, casais, carreiros do Divino Pai Eterno - procissão dos carros de boi -, foliões, tropeiros e muito mais. Também são atendidas milhares de confissões e realizados centenas de batizados neste tempo de intensa presença de Deus em Trindade.
Romeiros rumo a Trindade.
A tradicional Romaria e a grande Festa do Divino Pai Eterno reúnem mais de 2,5 milhões de pessoas em Trindade, GO. O tema deste ano foi: "Acompanhados, alentados e amados pelo Pai". Almoçamos no Restaurante Carro de Boi e após algumas voltas pela cidade, retornamos para a Shamballa.
Mas acabamos fazendo alguma romaria! Imaginem que nós nos esquecemos de registrar a rua onde estacionamos e após os passeios pelos arredores do Santuário andamos bastante à sua procura. Mas a gente não perde o humor. Aleixo acabou contratando um motoqueiro para ajudá-lo e logo pudemos voltar alegres com mais esta novidade. O passeio me fez bem. Hoje acordei contente, otimista, cheia de boas energias!

sexta-feira, 29 de junho de 2012

ROMARIA DE TRINDADE - GOIÁS



Aleixo e Regina, em Córdoba, Es, 22.09.11.
As romarias reproduzem a história da peregrinação do povo de Deus que teve início com a partida de Abraão em busca da Terra prometida, passando 40 anos de caminhada pelo deserto.
Revivendo esse acontecimento cristão, desde a descoberta do medalhão, há mais de 169 anos, os devotos do Divino Pai Eterno saem de vários lugares e um só destino: o Santuário  da Basílica do Divino Pai Eterno, um lugar de paz para onde eles vêm para alcançar suas graças e fazer seus louvores; enfim, chegar à Terra Prometida no coração do Pai.
Carro de Boi de romeiros em Trindade.
O dia da grande festa é o primeiro domingo do mês de julho de cada ano. Durante os nove dias, que antecedem o grande dia de festa, são celebradas missas, novenas, encontros com jovens, casais, carreiros do Divino Pai Eterno, isto é, a procissão dos carros de boi,  foliões, tropeiros e muito mais. Também são atendidas milhares de confissões e realizados centenas de batizados nessa época de intensa fé religiosa em Trindade.

Rodovia dos Romeiros, em Trindade, GO.
Hoje resolvemos ir até lá para observar os festejos e fazer uma oração no santuário da igreja. Mas iremos de carro. Na adolescência costumávamos fazer o trajeto a pé com um grupo de colegas e amigos. Alguém fazia uma promessa e a turma o acompanhava com  a animação da juventude!
Ao retornar, prometo descrever com maiores detalhes...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

DIA A DIA NA SHAMBALLA


Júnior, Clélia, Regina e Aleixo, no Pinguim,
em Ribeirão Preto.
Nosso dia a dia na Shamballa anda muito agradável. Gosto bastante do clima frio das manhãs e noites. Aleixo hoje me disse que sabe por que os ovos de galinha são os mais vendidos! Parece que elas são as únicas aves que cantam depois de botar. Ri muito, mas concordei que a propaganda é a alma do negócio, mesmo galináceo!
Estamos empenhados nos preparativos para as visitas julinas. Os netos ficam de férias e os filhos devem vir passar alguns dias conosco. 

Aleixo e Regina, na Shamballa.
Recebo diariamente a visita de um beija-flor escuro e miúdo aqui na janela do escritório. Este pé de hibisco está todo florido e ele passa  muitas vezes para minha alegria. As bougainvilles e as turbérgias também estão floridas, assim como a roseira da Helga e a da Mãe Francisca. Esta é de rosas brancas pequenas, em cacho, mas os botões são cor de rosa!  A murta maior está cheia de flores que perfumam todo o nosso jardim!
Lu, Teteu, Juju e Thor, herdeiro da Bettina.
O técnico da Sky veio tentar instalar um novo ponto no chalé do bosque. Não cabe todo mundo na casa e nos dividimos assim nas férias. Planejo ainda uma festa julina, com fogueira, fogos coloridos e quitandas próprias. Quero assar batatas doces e milho na brasa e mostrar aos netos e sobrinhos netos um pouco de nossa infância remota! Aproveitaremos para comemorar os aniversários dos cancerianos próximos...
Ontem a Renata veio almoçar com as crianças, mas demorou pouco, porque usava o carro da Clélia que tinha outros compromissos. Na hora da partida, Vivi não queria voltar para casa e se escondeu debaixo de uma das camas! Eu a procurei muito antes de descobrir seu esconderijo. Lembrei-me de minhas artes semelhantes, na infância!
Fábia e Aline Melo, no congresso médico
da Florida.
Fábia terminou o internato em Saúde Coletiva em Lagoa Formosa. Ela disse que apesar do excesso de trabalho, foi um dos melhores períodos de sua vida de acadêmica na área médica. Praticou muito e sabe que adquiriu bastante experiência em emergência e urgências médicas.
Agora ela terá férias e no próximo semestre deve ser interna da Santa Casa de Patrocínio, em Minas Gerais. 
Daqui a um ano, vamos à sua colação de grau que deve acontecer no Palácio de Cristal, em Uberlândia. Mas, neste mês de julho, ela, Vaíte e Frederico estarão aqui conosco!
Breno, cara do pai - Gustavo!
Este ano quero dar um pulo até Trindade aproveitando a sua festa tradicional de romaria. Farei uma oração no Santuário da Matriz do Divino Pai Eterno. Afinal, tenho ido a Aparecida, SP. E visitei Fátima, em Portugal. É justo prestigiar também a nossa região que não fica nada a dever aos outros centros religiosos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

VISITANDO MARCO E IONE


Aleixo, Regina, Ione, Clélia, Júnior e
Marco, em Ribeirão Preto, 24.06.12.
Estivemos visitando meu irmão Marco Antônio que reside com sua família em Ribeirão Preto. Marco está de recuperando de uma enfermidade e fizemos uma surpresa para eles. 
Júnior, Clélia, Aleixo e eu saímos bem cedo de Goiânia, almoçamos no caminho e estivemos toda a tarde na companhia da Ione e do Marco. 
Não é fácil conciliar a disponibilidade de um grupo! Clélia está com hospedes em casa e não dispunha de muito tempo. O Júnior pode ser avô a qualquer momento novamente. Pollyanna está no nono mês e ele tampouco  podia se ausentar por longo período.
Ione e Marco sempre nos recebem muito bem em Ribeirão Preto e é muito agradável trocar as novidades.
Na casa de Marco e Ione Araujo. 
Ione me prometeu escrever algumas histórias vividas ao lado de mamãe para eu inserir no blog e também enviar-me algumas fotos que selecionei de seu álbum.
O GPS nos guiou certinho ao endereço deles. É ótimo poder contar com as modernas tecnologias nestes casos!
Clélia quis rever o local onde já viveu por algum tempo e também sugeriu uma visita ao Pinguim que acatamos com gosto!
Júnior, Clélia, Aleixo e eu no Pinguim!
Pensamos retornar imediatamente uma vez que contávamos com um bom carro e éramos quatro motoristas, mas acabamos desistindo e  dormindo no caminho! No domingo cedo retornamos com calma, não sem antes parar no Zebu para comprar os deliciosos doces mineiros!
Encontramos tudo em harmonia na nossa Shamballa depois do prazeroso convívio familiar do final de semana!

terça-feira, 19 de junho de 2012

ÁRVORES DA MINHA INFÂNCIA


Regina e Aleixo, no Rio, em 19.05.12.
Eu tenho uma espécie de afinidade com o reino vegetal. Preciso da presença das plantas no meu contexto. Desde bem pequena gosto de jardinagem. Mesmo quando morei em pequenos espaços, senti necessidade de cultivar plantas em alguns vasinhos. 
Houve uma época em que realmente acreditava ser a Regina dos dedos verdes. Meu amor pelas plantas costuma surtir bons resultados e sou agraciada com sua beleza e perfume!

Acácia Imperial ou Chuva de Ouro.
Creio que parte é influência de minha infância. Meus irmãos e eu nascemos e crescemos em uma casa com jardim e quintal grandes. Eram muitas árvores ao redor. Dentre tantas, lembro-me especialmente de duas acácias ou chuvas de ouro sempre floridas em nosso jardim.

Amoreira de minha infância.
No quintal, as duas mangueiras que meu pai plantou juntas anos antes da chegada das crianças. Nela aprendemos a subir em árvores e a desfrutar a delícia das mangas extremamente doces.  Sob suas copas generosas, tínhamos sempre sombra para as nossas brincadeiras diárias. E era ali perto que papai organizava as nossas festas juninas que jamais esqueceremos.
Havia um pé de amora na vizinhança. Ficava em um lote vago na esquina  da rua cinco com a viela que chamávamos de Taguatinga. Ele era enorme e eu sempre fui doida por amoras. Enquanto estava carregada, estávamos por lá, provando as frutas docinhas e vermelhas.
Algodão no pé.
Nos finais de semana, nós íamos à casa de minha avó Madalena, na antiga Vila Coimbra. Era quase uma espécie de passeio ao campo, porque havia poucas casas próximas. Vovó tinha um pé de algodão em seu quintal e eu era apaixonada por aquele arbusto.  Eu adorava observá-la pegar o algodão e enrolá-lo de maneira a usá-lo em suas rendas de bilro.
Árvore da Shamballa.
Hoje temos inúmeras árvores à nossa volta. Elas cresceram muito desde que mudamos para cá. Quando precisamos cortar alguma, eu sofro bastante, mesmo planejando tudo antes e plantando outras para substituí-las.
Tenho especial ligação com os jatobás e os angicos. Numa delas, os periquitos fazem ninho aproveitando a casa de cupim. Posso apreciar sua alegria e ouvir o canto dos filhotes atuais que voam de uma árvore para outra.
Mas gosto muito das arvores menores como as bananeiras, pitangueiras e outras fruteiras.
Periquitos da Shamballa.
Aleixo me falou de um grande jequitibá de sua infância na fazenda de seu avô. Era muito alto e imponente. Nenhuma outra árvore podia se comparar àquela, pois era muito grossa e reta em direção às nuvens. Não tinha galhos ao longo de seu tronco, apenas uma copa ampla como se fosse um pinheiro gigante.
Afinal, pertencemos à geração que se encantou com a leitura do livro – Meu Pé de Laranja Lima... Atestado de antiguidade, não é?