sábado, 19 de janeiro de 2013

TEMPOS DE FAQUIR



Regina, no Rio, janeiro, 2013.
Muita coisa desaparece de repente, sem que a gente perceba. Lembro-me do refrigerante Crush que parou de ser fabricado há muitos anos. Do sabão em pó Rinso, aquele da brancura Rinso que desapareceu das prateleiras dos supermercados sem que a gente se desse conta! 
E não foi só o refrigerante e o sabão em pó que nos deixaram na mão.  Lembro-me, ainda, da presuntada Swift, dos discos Copacabana, do catálogo telefônico, da piteira, do slide, da calça Far-West, do tênis Kichute, do leite pasteurizado em garrafas de vidro, entre outros. Mas onde foi parar o faquir da minha infância?
Marco, Regina e Júnior, 1955.
Nos meus tempos de criança em Goiânia, de vez em quando aparecia um faquir na cidade. Era uma atração e tanto! O homem era pele e osso, olhos fundos, usava um turbante na cabeça e ficava ali sentado numa cama de pregos dentro de uma redoma de vidro, dias a fio. 
Papai contava a novidade porque seu escritório era na Avenida Anhanguera onde tudo acontecia àquela época e uma vez alguém me levou para vê-lo. Observei que ele ficava ali sentado na cama de prego, imóvel  e olhando para o infinito, sem o menor sinal de dor.  
Mas eu soube que havia faquir mais ousado, capaz de caminhar em brasas como se estivesse pisando ovos. E outros ficavam dias, semanas, meses, sem comer. Se era verdade ou não, eu nunca soube, mas  esse tal faquir era uma atração na capital goiana dos anos 60.
Suzy King, 1959.
A definição correta de Faquir é um substantivo masculino cujo plural é faquires.  Diz assim: nome dado ao indivíduo que se exibe submetendo-se a suplícios e jejuns para dar provas de resistência a dores físicas e privações. 
Portanto, nada fácil! E diziam que todo faquir vinha da Índia. Todavia, aqueles eram bem brasileiros... Agora, vi em um jornal local, nesta cidade maravilhosa, que existiu um faquir do sexo feminino no Rio, na década de cinquenta. Seu nome artístico era Suzy King. Aleixo me diz que se lembra dela vagamente, porque a fama da atriz coincidiu com a sua transferência dele do interior para esta capital.
Aniversário no Rio:17.01.2013.
Georgina Pires Sampaio nasceu no Rio Grande do Sul em 28 de agosto de 1917. Ela iniciou sua carreira artística em 1939, em São Paulo, sob o pseudônimo Diva Rios, cantando sambas e marchas. Mais tarde, no Rio de Janeiro, seguindo o caminho aberto por Luz del Fuego, passou a se apresentar com cobras em espetáculos de canto e dança em circos e teatros, usando o nome Suzy King
Apresentava-se como bailarina exótica ou rival de Luz del Fuego. Georgina seguiu por toda a década de 50 ganhando por diversas vezes manchetes nas primeiras páginas dos jornais, mais pelas confusões que provocava com suas cobras e seu corpo do que por motivos essencialmente artísticos. 
Regina, no Arpoador, Rio, 18.01.13.
Atrevida, não se limitou ao canto e à dança, chegando a escrever uma peça que foi censurada. Suzy King se tornou, durante o auge do faquirismo no Brasil, uma faquiresa, o que também lhe rendeu grande publicidade e mais escândalos. 
Desapareceu, porém, nos anos 60, quando o cenário político do país e a pretensa modernização que visava sofisticar o gosto do povo brasileiro contribuíram para o fim dos que, como ela, eram os artistas do povo - faquires, bailarinas exóticas, vedetes... Tudo passa, mesmo! Um mundo inteiro de emoções baratas enterrado sob a repressão e novos vícios populares. Mas alguns saudosistas persistem...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ANIVERSÁRIO EM IPANEMA



Aleixo e Regina, em Ipanema, 17.01.2013.
Depois de dois dias no Rio, hoje resolvi curtir mais o meu aniversário na Cidade Maravilhosa. Saímos cedo para uma caminhada até o Arpoador e voltamos pela praia, passando pelo Forte de Copacabana. Gosto muito de assistir aos saraus de chorinho que acontecem ali e quis conferir a programação.
Crianças do Projeto Botinho, RJ.
O tempo tem estado meio nublado, mas só choveu uma noite. O sol abriu forte nesta manhã e havia muitos banhistas na praia. E mais uma vez comprovamos que andar por Copacabana é sempre curioso. Primeiro, ouvi umas notas de meu músico no Parque Garota de Ipanema. Depois um grupo passou correndo em direção ao mar todos vestidos com a camisa dos Botinhos. 
Aniversário em Ipanema, hoje.
O Projeto Botinho, desenvolvido pelo Corpo de Bombeiros em parceria com o governo estadual, acontece desde 1963. Durante quatro semanas, os participantes recebem noções de preservação do meio ambiente, cuidados com riscos de afogamento, primeiros socorros e orientações quanto às condições do mar, além da prática de atividades físicas na areia. Seu público alvo são crianças de 07 a 17 anos. Este ano ofereceram 12 mil vagas em todo o estado.
Regina lendo o mar no posto sete.
Por último, observamos com curiosa admiração um mendigo vestido a caráter, lendo um jornal.  Ele estava trajando roupas que lembram um beggar inglês, tudo escuro, casaca longa até os joelhos, botas com perneiras. Era alto, usava barbas longas e tinha um aspecto imponente, intelectual, talvez... Mais um professor desiludido? Encontrei alguns desses quando morei em Sampa!
Aleixo na Pedra do Arpoador.
Nesta temporada quero visitar alguma comunidade. Houve um tempo em que visitar o Rio era circular apenas pela zona sul, parando nos principais pontos turísticos. Depois do início da política de pacificação e da implementação das UPPS,  explorar os morros tornou-se programa típico dos turistas! 
Pensei em duas opções: visitar o Morro do Chapéu Mangueira ao lado do Leme ou o Pavão Pavãozinho onde já estive antes, devido interessar-me pelo trabalho educacional do Solar Meninos de Luz. 
Aleixo e Regina comemorando níver.
Soube que na entrada da favela existe um casarão que já abrigou a Embaixada da Polônia e agora funciona como hotel. Chama-se Pura Vida Hostel e está em local excelente, perto do morro de Cantagalo. Além disso, pode-se subir de elevador panorâmico até o Mirante da Paz, que possibilita a visão total da cidade. 
Saímos para um almoço especial e ao retornarmos eu quis responder as mensagens dos amigos e familiares. Na época de nosso aniversário, o sol volta ao exato ponto em que se encontrava no momento do nosso nascimento, simbolizando o início de novo ano pessoal.
Cartão de aniversário do Google.
A gente precisa aproveitar esse recomeço e refletir sobre o caminho que trilhou nesses últimos anos de existência. Devemos considerar as ocasiões em que a gente falhou ou acertou, pois tudo o que se viveu ajudou a moldar quem a gente é atualmente. E é importante que reconheçamos nossas escolhas e as aceitemos.  Sabemos que não se pode mudar o passado, mas a gente pode e deve definir o futuro. 
À noite fomos até o Aboim buscar pasteis e bolinhos de bacalhau para cantar parabéns com um pequeno bolo de aniversário que nunca dispenso nesta data!



domingo, 13 de janeiro de 2013

CHEZ LUCIANA



Lei, Juju, Regina, Lu e Otávio,13.01.13
Hoje cedo deixamos a Shamballa rumo a Brasília. Viemos visitar minha nora Luciana que trata de um CA de mama! Encontramos todos muito bem! Otávio raspou o cabelo em solidariedade e a Juju logo desenhou os pais carecas!  Matheus aos oito anos está ultraindependente. Ele mesmo prepara seu lanche e sai sozinho para brincar com os amigos do prédio!
Lu mostrando-me fotos do Canadá.
É incrível como o bom humor faz bem em todas as situações! Tenho percebido com admiração que o alto astral da Lu contamina todos e esse fato tem contribuído para a superação das batalhas que ela enfrenta! Tudo isso somado à grande fé que ela cultiva! Estou orgulhosa de sua performance ! Luciana tem sido um exemplo em que outros pacientes devem se espelhar!
Como vamos para o Rio na próxima semana, quis cozinhar para a Lu. Ela é fã de meu arroz com pequi e linguiça que o preparei com carinho. E do Jerivá, também levamos pamonha e curau para eles. 
Aniversario do Otávio, 07.10.2012.
Colocamos a conversa em dia, almoçamos juntos, brinquei com a Juju que me esperava com um jogo de massinhas coloridas. Ela me chama para brincar com ela, mas só ela dá as cartas! 
Aleixo desceu para uma volta no parque enquanto eu terminava o almoço, mas antes lavou a louça suja e picou as verduras para mim.
Aleixo, Juju, eu e Luciana, hoje, em BSB.
Quando eu contei à Juliana que logo teríamos que voltar, ela quis saber por quê. Expliquei-lhe que precisávamos alimentar os cachorros e outros animais que ficaram na chácara. Então, ela me disse que havia tido uma ideia. A gente voltava, dava comida para eles e retornava a Brasília pra dormir em seu quarto! Ela não deixa muita gente compartilhar seu dormitório, mas sempre quer que eu durma lá! Gosto muito de conviver com crianças e observar o seu crescimento integral!
O tempo se mantém chuvoso, mas esta chuva fininha é agradável e não atrapalha as viagens. Afinal de Brasília a Goiânia são apenas 200 km e costumamos ir e voltar no mesmo dia sem cansaço!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

CHOVE, CHUVA...



Regina, jan.2013.
Chove desde que acordamos. É lindo ver a chuva caindo sobre o bosque verde de nossa Shamballa. Nem sei por que acordei tão cedo hoje. Tão bom dormir ao som de uma chuvinha como essa! 
Aleixo e Regina, na Shamballa.
Mas tive dois sonhos que quis compartilhar com meu amigo terapeuta e me levantei para digitá-los. O sabiá narciso esteve, a princípio, batendo insistentemente contra seu reflexo na janela do quarto de hóspedes. Quando a chuva engrossou, ele desistiu.
Evento Maluba, na Shamballa, mar.2012.
Luís Alfredo compartilhou a pesquisa de uma neurocientista de Universidade de Oxford, em que ela comprova que logo perceberemos uma geração de crianças incapazes de pensar por si próprias. Esse é um dos riscos das novas tecnologias a que temos acesso atualmente.
Em Córdoba, Es, 22.09.2011.
Ao revelar uma estreita relação entre os efeitos das novas tecnologias de comunicação e a química cerebral, Susan Greenfield alerta que navegar em excesso por redes sociais pode fazer o cérebro regredir. 
Isso porque a exposição repetida a flashes de imagens em programas de TV, jogos de videogame ou redes sociais pode infantilizar o cérebro, tornando-o similar ao de uma criança pequena. Infelizmente, posso comprovar isso em família!
Lu e netos Matheus e Juju.
Ainda, segundo essa neurocientista, pesquisas sobre transtorno de vício e o uso obsessivo de internet preocupam por mostrarem que crianças e adolescentes estão deixando de viver a vida real para se entregarem a experiências virtuais diante da tela.
Descreve a experiência que teve, em Oxford, ao dissecar um cérebro, momento em que ela decidiu voltar-se para pesquisas neurológicas. Sentiu-se provocada por saber como as emoções e memórias iriam mudar ao longo dos anos.
Sobrinha neta Aurora.
Usando o exemplo dos taxistas de Londres, que precisam passar por um teste de memória sobre ruas da cidade, falou de uma pesquisa que escaneou o cérebro desses profissionais e mostrou que o hipocampo é maior do que o da maioria das pessoas. Ou seja, quanto mais a gente usa o cérebro, mais desenvolvido e potente ele fica, pois as células são fortalecidas por interações.
Segundo Susan Greenfield, aprender é a capacidade do ser humano que o torna diferenciado dos outros seres vivos. À medida que a pessoa evolui, segundo ela, se libera da tirania de seus genes. 
Frederico na Padoca da Pri.
Ao falar sobre a influência do meio na cognição, a pesquisadora disse que o ambiente é a chave para fazer a pessoa ser o que é e que as células cerebrais são fortalecidas conforme as interações e experiências de cada pessoa. Afirma ainda que o cérebro humano é muito sensível ao ambiente, mudando a todo o momento em reação a ele.
Mas acrescentou que uma das contribuições da tecnologia está no nível da compreensão metafórica. Para Susan, as conexões das células cerebrais ajudam a compreender além do nível sensorial e a entender o nível metafórico das informações. 
Aleixo e Regina na Shamballa, 2012. 
Penso que a internet é extremamente benéfica, se não perdemos a conexão com o todo. Acredito que manteremos a mente sã, se interagirmos com o universo com todos os seus elementos e não vivermos apenas no meio virtual, tornando-nos meros zumbis. 
Percebo a chuva lá fora e me lembro de Jorge Ben Jor. Chove, Chuva, chove sem parar... Ontem, Aleixo colheu as duas derradeiras espigas de milho de nosso quintal. Acabo de cozinhá-las com sal e manteiga e vamos degustá-las agora!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

HIPÁLAGES


Aleixo e Regina, em Granada, Es, 19.09.11.
Agora chove fininho aqui na Shamballa. Adoro este tempo! A chácara exibe tons diversos de verde molhado, em contraste com o colorido das flores. Estivemos na cidade mais cedo, ultimando obrigações que antecedem a mudança de cenário. Pretendo passar meu aniversário no Rio este ano. Ano passado optamos por curtir Natal, em janeiro, e visitamos a Pousada do Farol, no solo potiguar. Hoje, Aleixo me disse que sou a única pessoa que ele conhece cujos órgãos ou partes do corpo são autônomos! Creio que é meu jeito de expressar. Segundo ele, estou sempre dizendo que meus pés sentem frio, meu nariz percebe o cheiro de chuva no ar, meu joelho meteorológico antecipa qualquer friagem...
Brasigóis Felício, Regina e Lei, na
Pousada do Farol, RN, 17.01.12.
E lembrei-me de minhas aulas de literatura quando selecionava exemplos de hipálage para ajudar os alunos na fruição dos textos. Então, veio-me à memória o belo soneto de Júlio Salusse, intitulado Os Cisnes  que é considerado uns dos mais belos poemas em língua portuguesa. 
A vida, manso lago azul algumas
Vezes, algumas vezes mar fremente,
Tem sido para nós constantemente
Um lago azul sem ondas, sem espumas,
Sobre ele, quando, desfazendo as brumas
Matinais, rompe um sol vermelho e quente,
Nós dois vagamos indolentemente,
Como dois cisnes de alvacentas plumas.
Um dia um cisne morrerá, por certo:
Quando chegar esse momento incerto,
No lago, onde talvez a água se tisne,
Aleixo e Regina, na areia dourada
da Pousada do Farol.
Que o cisne vivo, cheio de saudade,
Nunca mais cante, nem sozinho nade,
Nem nade nunca ao lado de outro cisne! 
A hipálage é uma figura de linguagem que se caracteriza pelo desajustamento entre a função gramatical e a função lógica das palavras, quanto à semântica, de forma a criar uma transposição de sentidos. Uma das formas mais frequentes consiste na atribuição, a um substantivo, de uma qualidade (adjetivo) que, em termos lógicos, pertence a outro. Por exemplo, saudade é um sentimento que encontrou significado em nossa cultura e os cisnes de Salusse também sentem saudade devido ao recurso estilístico do poeta! 

domingo, 6 de janeiro de 2013

MEU IRMÃO MARCO ANTÔNIO



Regina e Marco Antônio, 1952.
Meu irmão Marco nasceu quatro anos antes de mim! Sempre se orgulhou de ser o primogênito da família e teve muita importância na minha infância! 
Aprendi a ler antes de ser matriculada na escola, acompanhando-o às aulas particulares! Ele tinha uma professora que assustava a infância goianiense na década de 50! 
Marco e Regina, 17.01.1949.
Eu apenas o ouvia contar as histórias da palmatória de Dona Maria Camargo! Ela costumava usar esse estímulo quando seus alunos erravam a tabuada ou cometiam outros deslizes nas lições diárias. 
Marco e Regina, 1955.
Marco era muito criativo! Estava sempre inventando alguma coisa. Na época, os meninos construíam os seus próprios brinquedos e me lembro de ele fazer a sua carrocinha de madeira e me carregar nela até o bosque da Araguaia onde depois construíram o Parque Mutirama. 
Marco fazia raias incríveis e eu o ajudava, às vezes. Ele era meticuloso e fazia tudo com extremo capricho, perfeição mesmo. Passou pela fase do aeromodelismo também. Uma vez resolveu fabricar um avião e criou um artefato de madeira e metal que realmente conseguiu levantar voo. 
Regina Lúcia e Marco Antônio, 1951.
Infelizmente, ele colocou um ferro em sua ponta e o aviãozinho depois de voar fez uma meia volta no ar e retornou atingindo a mão do Marco que precisou sofrer pequena intervenção cirúrgica.
Meu primo Luiz Roberto era um ano mais velho que ele e brincava em nossa casa quase diariamente. Com eles eu aprendi muitas travessuras infantis, a maioria imprópria para as meninas da época. 
Marco, 1949.
Imaginem que eles resolveram cavar um túnel por baixo do muro do vizinho para pegarmos os abacates da enorme árvore, muito alta e completamente carregada, naquele ano. Esse trabalho levou algum tempo. A cada dia o buraco era coberto com uma tampa de madeira forrada com terra e vegetação para que nossos pais não descobrissem a arte. 
Marco, 1952.
Ao término, creio que vendemos alguma torneira no ferro velho para adquirirmos uma lamparina e poder enxergar durante a travessia no túnel escuro. Todavia, o americano evangélico, dono do imóvel com o pé de abacate, acabou descobrindo o túnel e reclamou ao papai! Claro que isso rendia castigos, nem sempre amenos! Papai era a favor da correção física, educação normal naquele período. Era doloroso assistir àquelas cenas. Com o tempo, meu irmão aprendeu a fugir na hora dos castigos e ficávamos felizes com isso.
Quinto aniversário do Marco.
Mais tarde o Marco fez um curso de rádio por correspondência. Ele acabou construindo um aparelho que realmente funcionou. Meu irmão sempre teve um ouvido musical privilegiado e tocava qualquer instrumento desconhecido. Estudamos piano juntos por algum tempo e se eu tivesse o seu talento jamais teria deixado de tocar. Ele ainda toca de ouvido qualquer música que escuta! 
Marco e seu neto Heitor, 2010.
As melhores lembranças que guardo de meu irmão Marco estão relacionadas às festinhas que ele organizava em nossa residência. Como éramos puros, inocentes. Nosso prazer era realmente a dança de salão ao som de velha eletrola de meu pai. Marco tinha uma coleção de Long Plays e curtíamos Ray Charles e cantores da época. Nossa educação era bastante estoica e esses eventos tiveram importância fundamental nos nossos sonhos de adolescentes!


Aleixo, Regina, Ione, Clélia, Júnior e
Marco, jun.2012. 
Junior, Clélia, Regina e Aleixo,
após visita ao irmão Marco.



sábado, 5 de janeiro de 2013

VISITA DOS GÊMEOS PAULISTANOS



Regina com Breno e Ana Júlia, 05.01.13.
Os netos gêmeos de minha irmã Clélia estão visitando a família goiana e os convidei para um almoço na Shamballa neste sábado. Papai Gustavo, mamãe Patrícia e vovó Clélia trouxeram os pequenos Breno Gustavo e Ana Júlia que têm cerca de um ano e meio agora. Fico tão feliz com a convivência infantil! Adoro acompanhar as descobertas do dia a dia de meus netos, sobrinhos e afilhados! Aprendo tanto com eles, enquanto a minha alma se alegra!
Gustavo, Clélia, Patty, Ana Júlia, Lei,
Breno e vovó Regina, na Shamballa.
As crianças interagem a maior parte do tempo com os pais, porém, existem outras pessoas que desempenham papel relevante no seu desenvolvimento global: os professores, a família, os irmãos, os coleguinhas da pré-escola, entre outros.
Além disso, devemos levar em conta as mudanças que ocorrem no contexto da vida da criança e que podem produzir fortes influências no seu desenvolver. Cito as mudanças temporárias, como a visita de familiares, de amigos ou vizinhos, a ida dos pais para o trabalho, dentre tantas experiências diárias.
Os gêmeos em Sampa, 2012.
A família desempenha um papel de extrema importância na educação infantil, uma vez que é por meio dessa que se constroem pessoas adultas com uma determinada autoestima. Também é com a família que as crianças aprendem a enfrentar desafios e a assumir responsabilidades. Portanto, a família deve assegurar a sobrevivência dos filhos, o seu crescimento saudável e sua socialização dentro dos comportamentos básicos de comunicação.
Tão lindos esses irmãos! 
Deve dar afeto, segurança e estimular as crianças no sentido de transformá-las em seres humanos com capacidade para se relacionar competentemente com o seu meio físico e social, assim como para responder às exigências necessárias à sua adaptação ao mundo.
As famílias atuais não dispõem de muito tempo para conviver e para se comunicar. Encontrar esse tempo para ouvir e para falar significa deixar de lado muitas outras coisas que nos interessam muito, mas que são secundárias nesse período. Por vezes, as faltas de assunto associadas ao stress do dia a dia aumentam o distanciamento entre os membros da família.
Aleixo e Regina na Shamballa, 2012.
A verdade é que os pais devem fazer um esforço no sentido de fomentar o diálogo e consequentemente os laços familiares, até porque, existe sempre algo para dizer: uma aventura no seu trabalho, uma tarefa doméstica, um programa na TV, o futebol ou outro esporte favorito, entre muitas outras atividades que podem contribuir para a boa socialização da prole.
Além dos pais, outros membros da família, avô, avó, tios, também têm um papel de extrema importância no desenvolvimento das crianças, sobretudo contando-lhe histórias ou participando de suas atividades de lazer e aprendizado.
Primeira visita do Breno à Shamballa,
25.11.2011.
Breno e Ana Júlia já estiveram aqui antes, mas eles eram bebês de colo. Agora eles já podem correr e descobrir os encantos desse espaço que chamamos de Shamballa! Os gêmeos paulistanos estiveram encantados com os cachorros, as galinhas,  o galo e os perus! Adoraram o suco de manga preparado pelo Aleixo. A gente junta sacolas de mangas durante as caminhadas. Depois, transformamos tudo em polpa e guardamos as porções no congelador. Assim, temos suco preparado na hora, uma delícia! Hoje Aleixo fez também suco de carambola que adoro! Foram colhidas do pé e colocadas no liquidificador! Este é um dos meus sucos prediletos!