segunda-feira, 23 de maio de 2016

DE VOLTA A LISBOA


Arco do triunfo em Lisboa
Depois de uma boa temporada em Zaandam, junto a minha irmã Luiza e sobrinhos holandeses, retornamos a Lisboa com intenção de visitar outras regiões portuguesas.

O centro  de Portugal é uma região de grandes contrastes. O interior é dominado pela Serra da Estrela, com os picos mais elevados do país, enquanto o litoral está repleto de bonitas cidades e vilas costeiras. Coimbra é uma das mais antigas cidades universitárias da Europa e Fátima um dos maiores centros mundiais de peregrinação cristã. Os passeios por esta região
Baixa Lisboeta
permitem que a gente descubra desde ancestrais vales glaciários a esplêndidas rotas vinícolas, verdejantes florestas, pinhais e soberbas praias. Podemos, ainda, provar o mais genuíno queijo da serra – um dos mais famosos de Portugal.

As intermináveis planícies revestidas de campos de girassóis, sobreirais (árvores da cortiça) e olivais, o litoral repleto de praias imaculadas e as pequenas vilas adormecidas no tempo conferem ao Alentejo um fascínio muito especial. Da última vez fiquei encantada com os ninhos de cegonhas nos postes de luz... As
Lisboa
suas cidades encerram velhas memórias romanas e mouriscas, assim como as aldeias alcandoradas nas encostas junto ao mar oferecem maravilhas panorâmicas sobre a foz de pequenos rios. A deliciosa gastronomia alentejana atesta a inventividade do seu povo e os inebriantes vinhos encarnam o caráter caloroso da região.

O Alentejo situa-se no sul de Portugal, entre o rio Tejo e o Algarve. O seu território compreende um terço de Portugal.  Ao leste faz fronteira com Espanha e a oeste é banhado pelo
Torre da Menagem em Beja
Oceano Atlântico. É uma extensa região, essencialmente rural e escassamente povoada, que ocupa cerca de um terço do território nacional. A beleza da paisagem e a qualidade do seu património arqueológico, monumental e etnográfico, a par da excelência da sua gastronomia e vinhos, conferem-lhe condições de exceção para uma descoberta que associe o turismo de natureza e o turismo cultural.

O clima soberbo, as inúmeras praias, as animadas estâncias balneares, os antigos monumentos e os campos de golfe uniram-se para fazer do Algarve a mais famosa região turística de Portugal.  Essa região de extraordinária beleza natural preserva zonas úmidas que servem de escala a milhares de aves migratórias, e, no interior montanhoso, entre as pitorescas cidades históricas e tranquilas explorações agrícolas, a floração das amendoeiras oferece um momento de especial magia.

Feira da Ladra em Lisboa
A Ilha da Madeira, conhecida como a Pérola do Atlântico, deve grande parte da sua fama às esplêndidas paisagens revestidas de vegetação subtropical, ao maravilhoso clima e às águas tépidas e convidativas. O encantamento do mar preenche o coração dos madeirenses e contagia os visitantes, que se deixam tomar pelas oportunidades de requintado prazer que oferecem as costas da ilha. Dizem que a hospitalidade que vamos encontrar na Madeira irá sem dúvida deixar-nos a nostalgia de um regresso! Quero comprovar!

Braga, Portugal
Os Açores são uma região de paisagens selvagens e intocadas, em que a tranquilidade caracteriza um modo de vida dedicado a terra e ao mar. Afirmam que uma viagem aos Açores é sempre uma aventura de descoberta. Nessas ilhas vamos perceber uma terra de misteriosas crateras vulcânicas, lagos encantadores e fascinantes paisagens onde as suas águas límpidas atraem baleias, golfinhos e marinheiros de todos os cantos do mundo.
Orla marítima em Lisboa
Não poderemos aproveitar tudo isso desta vez, portanto, cabe-nos selecionar as prioridades... Mas temos direito a descontos nos comboios devido à terceira idade e estamos aproveitando para viajar muito, sobretudo pelo trem rápido chamado Alfa Pendular...

quinta-feira, 19 de maio de 2016

ANGELO E O BARCELONA


Angelo no clube.
Meu sobrinho holandês é o caçula de três irmãos. Doze anos é a diferença de idade entre os três irmãos: Renata, Raymond Junior e Ângelo Rafael. Ângelo interessa-se por esportes e sonha jogar futebol em um grande time europeu no futuro. Mas ele se destaca nos estudos acadêmicos e em outros esportes também, como a natação. E adora pescar!  No domingo assistimos a mais uma de suas competições e tive o privilégio de presenciar alguns de seus gols! Tem sido reconhecido como   grande artilheiro  em sua categoria. Atualmente treina com o AFC – Amsterdam Football Club.
Amsterdã exerceu um papel importante na história dos Países Baixos, tanto econômica quanto culturalmente. Graças à sua privilegiada localização geográfica, desenvolveu-se até tornar-se o centro econômico e cultural dos Países Baixos. No século XVII, durante o
Angelo  com time
chamado Século de Ouro holandês, Amsterdã chegou a ser o centro econômico e cultural do mundo. Amsterdã  continua sendo a cidade mais proeminente do país. Intelectualmente, com as suas duas universidades, culturalmente (com o Rijksmuseum, o Stedelijk Museum, o Museu Nacional Vicent van Gogh e, ainda, com a renomada Real Orquestra do Concertgebouw), e economicamente (com a Bolsa de Valores e o Banco Central Holandês), Amsterdã representa o papel que lhe faz jus, como sendo a maior cidade dos Países Baixos. Temos visitado Amsterdam quase diariamente, mas estamos em Zaandam, residência de minha irmã Luiza e seu filho caçula. Os dois mais velhos estão casados e seguem suas vidas...  
Construção holandesa
Gosto muito de Zaandam e diariamente exploramos a cidade, cheia de praças, jardins belíssimos, casas acolhedoras, parques e inúmeros canais... O clima desta estação nos fascina e a beleza do país é exuberante...Além disso, podemos perceber uma administração de primeiro mundo... Tudo funcionando!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

VISITANDO OS PAÍSES BAIXOS



Holanda
Estamos passando uma temporada em Portugal, mas amanhã voamos para Amsterdã, a fim de visitar minha irmã caçula e sobrinhos holandeses. Já estive lá algumas vezes, mas desta vez a Luzeni Santos nos acompanha em sua primeira viagem à Europa.

A Holanda é normalmente chamada de Países Baixos ou Nederlands. Ela recebeu esse nome por causa das 12 províncias locais que se uniram.

Aleixo, Luzeni e eu, em Portugal.
A Holanda é extremamente plana, praticamente não possui montanhas e 40% do país fica abaixo do nível do mar.

A capital dos Países Baixos é Amsterdã, mas a sede do governo fica na cidade de Haia.

Os holandeses comemoram o Natal durante dois dias: 25 e 26 de dezembro. A troca de presentes, porém, é feita no dia 5 de dezembro, dia de São Nicolau.

Os holandeses são um povo extremamente liberal. O naturismo, o casamento gay, o uso de drogas como a maconha, a eutanásia, o aborto e a prostituição são praticamente liberados.

Amsterdã
A Holanda é um dos países mais densamente povoados do mundo, com 450 habitantes por quilômetro quadrado. Quase metade da população vive em torno de três cidades: Amsterdã, Haia e Roterdã.

A Holanda é sede de cinco tribunais internacionais: o Tribunal Permanente de Arbitragem, o Tribunal Internacional de Justiça, o Tribunal Penal Internacional para a antiga Iugoslávia, o Tribunal Penal Internacional e o Tribunal Especial para o Líbano. Os quatro primeiros estão situados na cidade de Haia, bem como a sede da agência da União Europeia de informação criminal, a Europol. Isto levou a cidade a ser apelidada de “capital legal do mundo”.

Campo de tulipas na Holanda
Nova York, a maior cidade dos Estados Unidos e uma das mais influentes metrópoles do mundo, foi fundada em 1624 pelos holandeses. A cidade foi batizada de Nova Amsterdã e só mais tarde recebeu o nome atual.

O Nordeste brasileiro chegou a ser, durante certo tempo, colônia holandesa. O domínio holandês teve três fases. A primeira iniciou-se em 1630 e foi marcada pelo esforço holandês para eliminar o principal núcleo resistente à invasão, o Arraial do Bom Jesus, que caiu em 1635. A segunda correspondeu à consolidação do domínio flamengo, de 1635 a 1645, com destaque para a gestão de Maurício de Nassau. Finalmente, a terceira durou até 1645, ano em que a Insurreição Pernambucana conseguiu expulsar os holandeses do Nordeste.

Construção típica holandesa
Os Países Baixos possuem dois territórios autônomos no Caribe: as Antilhas Holandesas e Aruba.

A Indonésia (um dos mais populosos países do mundo) foi colônia holandesa até 1963.

A Guiana Holandesa foi possessão holandesa até 1976, quando conseguiu sua independência e adotou o nome de Suriname. Detalhe: o Suriname faz fronteira com o estado brasileiro do Pará.

Mais imagens da Holanda
O município brasileiro de Holambra (derivado da junção de Holanda, América e Brasil), no estado de São Paulo, recebeu esse nome em virtude de uma colônia holandesa que estabeleceu na região. Holambra é um dos maiores produtores de flores – inclusive tulipas – do país.

Os africâneres (ou bôeres) são descendentes de colonos franceses, alemães e, em sua grande maioria, holandeses estabelecidos na África do Sul. Eles desenvolveram sua própria língua, o africâner, que é atualmente uma das onze línguas oficiais da África do Sul.

canais em Zandaam
O hino nacional mais antigo do mundo é o holandês. Chama-se Wilhelmus e foi composto entre 1568 e 1572 em homenagem a William de Orange (mártir da independência da Holanda) e é usado até hoje como hino oficial do país. O curioso é que ele só foi oficializado como o hino nacional em 1932.

Os Países Baixos têm mais de 15 000 ciclovias e tantas bicicletas quanto habitantes. O maior porto do mundo é o de Roterdã, na Holanda.

Aleixo , eu e Mirtes Completo
Por que a camisa da seleção holandesa de futebol é laranja? Simples, o laranja é a cor da dinastia de Orange (laranja, em português), da família real da Holanda, que começou em 1544 e continua até hoje com a rainha Beatriz. Detalhe: o país é uma monarquia parlamentarista.

As cenouras são originariamente roxas e brancas. Adquiriu a cor laranja graças aos holandeses que, através de diversos cruzamentos, criaram a cenoura de cor laranja para homenagear a família real do país.

A seleção holandesa participou de nove Copas do Mundo. As melhores participações foram em 1 974, 1 978, 2010 e 2014. Os holandeses jogaram quatro vezes contra os brasileiros em Copas do Mundo. Resultado: duas vitórias, uma derrota e um empate.

sábado, 7 de maio de 2016

VISITANDO PORTUGAL

Aleixo e eu na terrinha, 2016.
Aleixo residiu em Portugal na década de 70 e já estive em Portugal em outras ocasiões, por isso sabemos que esse país, ligado às nossas origens, ainda nos oferece muitas paisagens e energias inusitadas por descobrir. Da última vez, quisemos partir à aventura fazendo um giro por todas as regiões lusitanas, mas contratamos uma excursão e isto limitou as nossas expectativas. Desta vez planejamos fazer um cruzeiro no Douro, com escalas em quintas centenárias para degustar soberbos vinhos do Porto.  Ou, quem sabe, um passeio de barco por entre os belos canais da ria de Aveiro... Ou mesmo uma viagem aos Açores para observar as baleias no Atlântico... Mas o tempo nos surpreendeu e adiamos este projeto. Primeiramente, estivemos em Lisboa. Há três dias viemos para o Porto, cidade que me encanta muito. Esta capital portuense deu o nome a Portugal – desde muito cedo (1.200 d.C.), quando se designava de Portus Cale, vindo mais
Porto, Ribeira.
tarde a tornar-se a capital do Condado Portucalense, de onde se formou Portugal e de onde, mais tarde, se construiu o Império Português, visto que foi construído, maioritariamente, por pessoas da Região Norte. É ainda uma cidade conhecida mundialmente pelo seu vinho, pelas suas pontes e arquitetura contemporânea e antiga, o seu centro histórico, classificado como Patrimônio Mundial pela UNESCO, pela qualidade dos seus restaurantes e pela sua gastronomia, pela sua principal equipa de futebol, o Futebol Clube do Porto, pela sua principal universidade pública: a Universidade do Porto, colocada entre as 200 melhores
Porto
universidades do Mundo e entre as 100 melhores universidades da Europa , bem como pela qualidade dos seus centros hospitalares . O Porto é o local onde se formalizou a criação de um consórcio pioneiro em Portugal: o Consórcio das Universidades do Norte (UniNORTE), que corresponde a uma associação/parceria entre a Universidade do Porto, a Universidade do Minho e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a fim de serem partilhados meios, recursos humanos e fundos europeus.
Torre de Belém.
Uma visita ao Norte de Portugal é uma viagem no tempo que pode nos transportar até aos primórdios da nação. Esta região com antigas citânias celtas, castelos medievais e imponentes monumentos preserva um rico manancial de histórias e lendas. Nas verdejantes encostas da região produzem-se alguns dos mais famosos vinhos do país, e não há vila que não possua a sua especialidade gastronômica. Na cidade do Porto, esta combinação de encanto histórico e novas tendências cosmopolitas é realmente deslumbrante, como percebemos em visitas anteriores. No próximo domingo retornaremos a Lisboa e na sexta feira voaremos para Amsterdam para visitar minha irmã Luiza e sobrinhos holandeses.

domingo, 29 de novembro de 2015

GOIÂNIA - MINHA CIDADE NATAL



Tio Venerando Freitas Borges
Meus pais, pioneiros em Goiânia, comentavam sobre a poeira vermelha, símbolo da cidade, à época de sua construção. O Palácio das Esmeraldas, o Grande Hotel, a Secretaria Geral, em estilo art-déco foram as primeiras construções... Apenas as três avenidas do centro eram calçadas inicialmente. Todas elas levavam à famosa Praça Cívica, tão cara às lembranças de minha infância goianiense.   Aliás, eu me lembro de assistir ao asfaltamento das ruas seis e cinco, de cima do muro de nosso jardim, na zona central da cidade, em meado da década de cinquenta. A cidade de Goiânia, atual capital do estado de Goiás, foi formada a partir das transformações políticas que marcaram a história do nosso país na década de 1930. Contudo,
Primeira Missa em Goiânia
o projeto de mudança da capital goiana já era discutido anteriormente. Isso porque a Cidade de Goiás, primeira capital goiana, criada no século XVIII, havia sido fundada em razão da atividade aurífera naquela época. Após o período do ouro, essa justificativa não mais valia e as cidades envolvidas com a criação de gado e o desenvolvimento da agricultura, mais alocadas ao sul, passaram a ter maior importância para Goiás.

Com a fundação do regime republicano, temos registradas
Cidade de Goiás
as primeiras discussões oficiais que consideravam a transferência da capital de Goiás. Mas, a primeira constituição republicana, de 1891, junto às duas reformas subsequentes, de 1898 e 1918, manteve a capital na antiga região aurífera.

Em 1930, a revolução liderada por Getúlio Vargas impôs uma renovação das lideranças políticas nacionais e regionais. Nesse período, o regime varguista estabeleceu aliança com outras figuras políticas goianas.

Dr. Pedro e Dª.Gercina
Foi daí que o médico Pedro Ludovico Teixeira foi nomeado como interventor do estado de Goiás e, estabelecendo um sentido de renovação, buscou colocar em prática o projeto de mudança da capital. No ano de 1932 foi organizada uma comissão que deveria realizar a escolha da melhor região para a qual a nova capital seria edificada. A escolha acabou sendo realizada em função de cidades que já existiam. E, entre as opções existentes, a nova capital foi definida nas proximidades da cidade de Campinas, hoje o mais antigo bairro de Goiânia.

Estação Ferroviária - Goiânia
Mesmo com a resistência dos antigos grupos oligárquicos que dominavam a vida política goiana, o grupo de Pedro Ludovico acabou confirmando o projeto da mudança no ano de 1933. Na data de 24 de outubro daquele mesmo ano foi lançada a pedra fundamental que daria início aos trabalhos de construção da cidade de Goiânia. A escolha do nome aconteceu por meio de um concurso, vencido pelo professor Alfredo de Castro. O nome GOIÂNIA começou a ser utilizado no ano de 1935 nesta capital.

Cine Teatro Goiânia
município começou a ter suas atividades executadas em novembro de 1935 e, no mês seguinte, o interventor Pedro Ludovico enviou o decreto que estabeleceu a transferência da Casa Militar, da Secretaria Geral e da Secretaria do Governo para a cidade de Goiânia. Nos meses posteriores, outras secretarias foram transferidas e essas ações reafirmavam ainda mais a mudança da capital. No dia 23 de março de 1937, o decreto de número 1816 oficializava definitivamente a transferência da capital da Cidade de Goiás para Goiânia.

Parque Vaca Brava - Goiânia
O evento oficial que sacramentou a transferência da capital aconteceu somente no dia 5 de julho de 1942. Realizou-se no Cine Teatro Goiânia, um dos mais importantes patrimônios arquitetônicos gerados com a construção da nova capital. Ministros, autoridades e representantes da presidência da República marcaram presença no evento. Feita sob um planejamento anterior à transferência, Goiânia é uma das mais belas e modernas capitais do território brasileiro. Meus pais - Geraldina (Didi) e José Araújo - se transferiram para
Nossa Casa - Rua 6 esq. Rua 5
cá desde o início de sua construção e meu Tio Venerando Freitas Borges foi o primeiro prefeito da nova capital! Soube que naquela época a antiga Cidade de Goiás sediava os revolucionários de 30. Pedro Ludovico Teixeira governava do Palácio dos Arcos Oficial. E o jovem Venerando, recém chegado à cidade, meteu-se no jornalismo e começou a escrever artigos favoráveis à mudança da capital nas páginas do Correio Oficial, usando pseudônimos diversos. O governador quis saber quem era o autor e o chamou para um diálogo. Este foi rápido e ríspido, à maneira dos homens sérios da época.

Didi e José Araújo 1940
- Quer ser Prefeito da Nova capital, Venerando?

- Depende.

- Depende do quê?

- Não aceito cabresto!

Diante de tal atrevimento, Pedro Ludovico disse ao secretário do governo que se tornaria mais tarde o Desembargador Jorge de Moraes Jardim que lavrasse o decreto, porque o moço servia! Trabalharam juntos e se tornaram grandes amigos. Ambos morreram pobres, vivendo apenas dos proventos até o final de suas vidas dignas. 

sábado, 21 de novembro de 2015

LUCAS E SUA EUCARISTIA

Lucas antes de sua primeira eucaristia
Dia da Primeira Comunhão de meu afilhado Lucas Amorim Loyola! Eucaristia é uma palavra grega que significa “dar graças” ou “agradecer”. Este signo ganhou um significado novo e profundo quando os cristãos passaram a chamar de “Eucaristia” a Última Ceia celebrada por Jesus. Isto aconteceu porque nessa ceia Jesus “deu graças a Deus” e se entregou total e gratuitamente por amor à humanidade.
Na Ceia Eucarística Jesus transformou o pão e o vinho em
Lucas Amorim de Loyola
seu corpo e seu sangue dizendo: “Isto é o meu corpo… Isto é o meu sangue.” Além disso, ele deu aos apóstolos o poder de perpetuarem este milagre dizendo: “Fazei isto em memória de mim.” Por isso, a Eucaristia tornou-se “sacramento”, isto é, um meio pelo qual Deus se faz real e eficazmente presente para os católicos. 
O sacramento do Corpo e Sangue de Cristo nos dá a vida em plenitude. Esta vida consiste, primeiramente, em comungarmos o corpo e o sangue de Jesus e tê-lo dentro de nós. Quem experimenta sabe o que é comungar o corpo e o sangue do Senhor. Mas, além disso, esta vida de Deus dentro de nós preenche os
Símbolos da Eucaristia
anseios transcendentais mais profundos do nosso coração, dando-nos um novo sentido para a vida: o gosto do amor e da comunhão com Deus.
Quem participa da mesa da comunhão torna-se um com Jesus e colaborador no projeto de Deus, defendendo, protegendo e promovendo a vida.
Por isso a Eucaristia é o Sacramento dos Sacramentos, pois coloca Jesus Cristo no centro da vida cristã e motiva o amor solidário entre as pessoas, famílias, comunidades e Igreja. A Eucaristia ensina que o amor ultrapassa o individualismo e a acomodação.
Os judeus celebravam na Páscoa a libertação da escravidão no Egito para a liberdade na Terra Prometida. Jesus dá um novo significado à Páscoa hebraica: Seu corpo entregue e Seu sangue derramado são
Lucas e Matheus na Shamballa
a libertação do pecado, a passagem da morte para a vida. Este é o fundamento da Nova Aliança que Jesus nos trouxe através da Eucaristia.
A Eucaristia é o Banquete, o alimento, o sacrifício que reconstrói a unidade que Jesus almeja para o Seu povo. Quem vive realmente este sacramento torna-se capaz de doar a vida para que a comunhão plena do Povo de Deus se realize.
Gosto muitos dos rituais de iniciação e desejo ao Lucas tudo de bom nesta fase que inicia agora em seu décimo segundo ano de vida!

sábado, 31 de outubro de 2015

GÊMEAS ARAÚJO

Celina e Luíza, 1967.
Há inúmeras histórias bizarras sobre gêmeos. Isso sempre despertou a minha curiosidade e quis muito ser mãe de gêmeos, em vão. Mas ajudei a cuidar de irmãs gêmeas. E como deram trabalho à família! Eram pequenas e prematuras de peso ao nascerem. Minha mãe tinha compromissos espirituais aos quais não faltava por nada! Como a filha mais velha eu ficava encarregada de tomar conta delas com minha irmã Clélia e outras pessoas que participaram de sua criação, como colegas vizinhas e duas moças que moraram conosco à época – Bené e Elza. E até hoje mantemos uma ligação próxima de irmãs queridas, cúmplices pelo compartilhar de tantas experiências, quase minhas filhas.
Antes éramos cinco irmãos. Mas mamãe perdera uma filha com dois dias de idade quase uma década atras...í Meu irmão caçula tinha quase sete anos quando elas chegaram. Mudaram toda a rotina familiar. Todavia, foi um grande aprendizado acompanhar o seu crescimento! Elas eram muito parecidas fisicamente e detinham uma energia ímpar.
Celina e Luíza, 1965.
As pessoas de fora não distinguiam uma da outra e Maria Celina e Maria Luiza usaram esse truque na escola. Quando uma professora perguntava o nome a uma delas, respondiam: - Sou a outra! Sei porque foram minhas alunas quando ministrava língua inglesa em escola pública goiana. Hoje não se parecem tanto, mas o Facebook identifica a Luíza a cada foto que aparece da Celina!
Em relação aos desafios enfrentados devido à diferença de idade, esclareço que a gente tenta compreender as características de cada geração, a fim de facilitar a interação das pessoas de diferentes idades, mesmo porque isso nos ajuda a definir como será a orientação das que ainda estão por vir. 
O estudo sobre as diferenças entre as gerações é antigo, mas ganhou força com as pesquisas sobre os  baby boomers, pessoas, como eu, nascidas após a segunda guerra e  os anos sessenta.
Cé e Lu, 2011.
Depois disso, com as mudanças ocorridas em todas as esferas da sociedade nos últimos 50 anos, o intervalo entre as gerações foi ficando cada vez menor. Hoje, a cada dez anos, o mundo fica tão diferente que suas diversidades e conflitos resultam em uma nova geração. Daí, uma possível explicação de algumas diferenças que sentimos em relação ao comportamento das irmãs caçulas. A educação delas trouxe outros desafios à família, sobretudo a mamãe e as irmãs mais velhas. Papai mudou de andar quando elas tinham apenas seis anos... E eu tinha 13 anos quando as duas Marias chegaram... De qualquer forma, a família não seria a mesma sem nossas queridas irmãs gêmeas...