domingo, 7 de outubro de 2012

MÁXIMO E FRANCISCO NUSS


Tio Chico e sobrinha
Dirlene Nuss
Aleixo esteve triste desde que recebeu a notícia da transição dos tios: Máximo e Francisco, em Itaperuna, RJ., ontem. Tio Máximo estava lúcido, mesmo depois de comemorar seus 96 anos. Tio Chico recuperava-se de um AVC e lamentamos  as suas condições físicas quando o visitamos no mês de março. Mas admiramos muito a dedicação amorosa com que sua esposa - Tia Marli - o tratava na própria fazenda. Tinha 81 anos! Mas imaginem que eles partiram para o plano espiritual no mesmo dia, com poucas horas de diferença. Estiveram no mesmo hospital, em quartos paralelos. Foram velados juntos e enterrados no mesmo cemitério! Máximo e Chico eram muito ligados, apesar de bastante diferença de idade. É que depois de certa época alguns anos não têm mais tanta importância...
Filho, nora e netos de tio Máximo:
Antônio João, Maria Sandra,
 Maxson
e Anderson.
Mas o incrível dessa despedida foi a partida conjunta de dois irmãos, no mesmo dia, e por causa mortis diversa! Parece um contrato sagrado e, apesar do inusitado da situação de dor, foi algo também bonito que nós gostaríamos de ter presenciado fisicamente! Aleixo me contou muitas histórias familiares compartilhadas com os tios queridos... Em visita anterior, quando Tio Máximo ainda estava na Capivara, também estivemos lá e os dois se lembravam de quando Aleixo trabalhou para o tio roçando pasto para ganhar um dinheirinho extra na juventude.

Tia Dolores com relíquia de rádio
que pertenceu ao Tio Albino
Tio Chico era estimado por todos! Tinha um coração solidário e jamais deixava de ajudar os parentes ou a quem estivesse mais necessitado.  Ambos possuíam um senso de humor constante e uma palavra de acalento para todas as situações. 
Admiro muito esta família e sei que os avós, tios, pais, irmãos que os precederam na mudança de plano espiritual certamente devem tê-los recebido muito bem no espaço sagrado em que se encontrem atualmente...

Aniversário de Tio Maximo:96
Maria e Joaquina, irmãs mais velhas.


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DAR E RECEBER


Raimundo, Bené, Clélia, Regi e Lei.
Quis falar aos novos colegas reikianos sobre a Lei de Amra que é ensinada a todo estudante Rosa-cruz, mas que é uma lei universal. A LEI DE AMRA era sagrada entre os egípcios e judeus, posteriormente, também para os cristãos.
Os Rosa-cruzes a consideram uma LEI MÍSTICA. Mas os místicos de cada egrégora a reconhecem! Basta experimentar aplicá-la à sua vida e verão as surpresas que receberão. 
Família Araujo reunida na Shamballa.
Na realidade, muito antes de eu frequentar as escolas de conhecimento, eu já conhecia esta lei que foi o maior ensinamento que mamãe repassou a todos que conviveram com ela por meio do exemplo. Sua capacidade de doação era incrível e hoje constato feliz que meus irmãos, eu e todos que tiveram o privilégio de sua convivência conseguimos assimilar pelo menos uma parte de seu amor doação. 
Fred, Regina, Vaíte, Fábia , Lei e Bettina
A Lei de AMRA é a seguinte: se você ora suplicando ao cósmico algum auxílio especial em caso de doença, preocupação, adversidade, tribulação ou qualquer outro problema e sua prece é atendida, você tem o dever de fazer uma compensação, não apenas por meio de uma prece ou pelo sentimento de gratidão, mas também transferindo a outrem uma parte da benção que recebeu. 
Victoria, Regina, Rafael e Aleixo, na Cé.
Quando estudei tarô iniciático, aprendi que essa doação pode também ser antecipada, independente de a petição ser ou não contemplada. É que muitas vezes a gente não sabe o que é melhor para si e acredita que nem foi atendida! 
Algumas pessoas costumam voluntariamente adotar esta LEI DE AMRA em suas vidas, doando parte de algo que recebem diária, mensal ou anualmente, considerado como DOAÇÃO SAGRADA para ajudar alguém necessitado ou a organização da qual fazem parte ou com a qual simpatizam.
Filhotes de Quero-quero aqui na chácara.
É importante que cada um de nós tenha o costume de fazê-lo, pois de acordo com o cósmico só se recebe, na proporção que se doa. E isto é sábio! Aproveitemos a oportunidade de servir e doar, SEMPRE! É a lei de causa e efeito e não uma simples barganha! Lamentavelmente algumas instituições religiosas distorceram o sentido da lei do dar e receber e acabam por explorar a boa fé de seus fieis!

sábado, 29 de setembro de 2012

TEIÚ E REIKI II


Regina com filhotes da Bettina
Aleixo pegou um lagarto grande no galinheiro. O bicho estava apavorado, mas teve sorte porque tínhamos prendido dois cachorros e a Bettina estava ocupada com seus filhotes. O teiú, também chamado tiú, teiuaçu, tejuguaçu, teju, tejo teiú-açu, tiju e tejuaçu, é um lagarto conhecido sobretudo por sua agressividade e voracidade. 
Se molestado, primeiro ele tenta fugir, mas, sendo impossível, defende-se desferindo golpes violentos com a cauda. Vivem em regiões florestadas, campos de vegetação alta e campos cultivados.  Atinge até 2 m de comprimento, o que torna o maior lagarto do Brasil. 
Alimenta-se de pequenos mamíferos, pássaros e seus ovos, répteis, anfíbios, insetos, vermes e crustáceos. Também não rejeita frutas suculentas, folhas e flores. É conhecido como ladrão de galinheiros, pois ataca as galinhas e chupa seus ovos com extrema avidez.
José Augusto, Michele, Dannea,
Amaro, Tê, Thiago, Jéssica,
Ana Maria.
Aleixo disse que ele era filhote, tinha pouco mais de um metro. Ele era muito bonito e quis fotografá-lo, mas logo nós o soltamos. Ele fugiu rapidamente pelo bosque.
Mais uma iniciação de Reiki II. Oito novos Reikianos que se propuseram a estudar os dois novos símbolos e revisar o primeiro, em meio a exercícios de meditação, vida plena, autoconhecimento, prática de cura com as mãos e troca energética. 
Sintonização com a presença dos seres de luz fazendo com que os protagonistas sintam o significado genuíno da consciência Crística em si mesmo!
Aleixo com o teiú.
Percebemos o ambiente iluminado. O espaço por si mesmo propicia um bem estar a todos os nossos corpos e a bênção da oração o torna prazeroso à nossa alma. 
As cigarras colocaram música ao fundo e a Jéssica quis ser registrada em foto com os perus. Ela nos garante que nunca tinha visto essas aves de perto!  

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

SHERAZADE


José Araújo, Didi e Marco, 1944.
Com a chegada das chuvas, as cigarras proliferam, as árvores brotam e a passarada parece mais feliz em meio à vegetação, agora toda verdinha. Hoje, apareceram alguns macacos grandes nas árvores ao fundo da chácara.  Como podamos a ingazeira, eles não ficam mais no pátio. 
Aleixo encontrou filhotes de quero-quero já grandinhos correndo pela relva e os trouxe para me mostrar sob os protestos da mamãe quero-quero. Aproveitei e fotografei o casalzinho que finge timidez, parecem quase mortos, mas, se os soltamos, fogem a toda velocidade. Depois, fomos devolvê-los ao lar campestre para aprovação da brava mãezona.
Lembrei-me de que a arte de contar histórias está sumindo, infelizmente. Mas o contador de histórias sempre ocupou um lugar muito importante em outras épocas. As famílias não têm mais a união de outrora, as conversas entre amigos se tornaram banais. 
Casa Araújo, Goiânia, 1940.
Uma vez, eu usei o pseudônimo de Sherazade. Esse é uma variante do nome da narradora da coleção de contos árabes das Mil e uma noites! É que sempre gostei das histórias. Aliás, contar histórias une as famílias, anima as conversas, torna a aula agradável, reata o diálogo entre familiares, traz sabedoria aos adultos, torna um jantar interessante, aguça a inteligência, ilustra palestras e conferências.  E há sempre uma história adequada à ocasião!
José Araújo, pioneiro
em Goiânia, 1938.
Parece que tenho novo projeto à vista. A sugestão é de minha irmã Clélia. Ela visitou meu blog e lembrou que poderíamos tentar resgatar a história de nosso genitor. Sugeriu que fôssemos à busca da saga do nosso pai, da histórica viagem que ele fez no lombo de um animal, partindo do sertão de Pernambuco até chegar à cidade de Goiás. Papai não gostava de relembrar o passado, sofreu muito naquela viagem, mas Clélia lembrou-se de alguma coisa que ele deixou escapar e pode ter compartilhado com outras pessoas também. 
Ela se lembra de ele descrever os apuros por que passou escondendo-se dos cangaceiros que vagavam pelo sertão nas primeiras décadas do século passado. O bando de Lampião atuou pelo sertão nordestino durante as décadas de 1920 e 1930. Papai nasceu em 1906 e acreditamos que veio para Goiás na década de 20. 
Clélia ouviu o depoimento do irmão de seu antigo chefe - Modestino Hermano -, que papai teria chegado a Goiás com peles raras, e que conseguiu exportá-las naquela ocasião. 
Praça Cívica em Goiânia, 1942.
Naquele tempo, não era proibido, mas ele foi o primeiro cidadão em Goiás a exportar. O senhor José Hermano, que ainda está vivo e lúcido, de acordo com suas deduções, contou-lhe essa história há alguns anos. Não sabemos de mais ninguém contemporâneo de nosso pai que ainda esteja vivo, mas é provável que a gente possa descobrir alguém. 
Papai teve um monte de empregados no antigo armazém de Goiás e também no que abriu aqui em Goiânia. Um deles se tornou um homem com bastante prestígio político e ajudou minha irmã na época em que ela foi aprovada no concurso do BASA.  
José Araújo criava  ema no quintal.
Esse senhor intercedeu para que o Banco da Amazônia lhe oferecesse a vaga em um local no qual ela pudesse dar continuidade ao seu bacharelado em Direito, recém-iniciado.  O antigo amigo de José Araújo fez questão de reiterar que a ajudou em memória de nosso pai, a quem ele devia muito. Seu nome é Múcio Teixeira, mas temos esperança de que possa haver outros ainda...
Residência de José Araújo.
Minha sobrinha Tarsila sonha em fazer um filme, futuramente, em parceria com o primo Leandro, sobre o avô e os pioneiros de Goiânia. Quem sabe a gente não começa uma pesquisa que possa ajudá-la em seu projeto?

terça-feira, 25 de setembro de 2012

VOVÓ BENEDICTA


Dados da Vovó Benedicta Gimenez Moniz na visão de Tia Dolores, assistida por sua filha Fátima Nuss Macedo.
Aparecida Nuss, Regina e Aleixo,
no Tinguá,2012.
A bisavó da Tia Dolores chamava-se Joaquina, avó da Benedicta Florido Gimenez Muniz e deve ter nascido em uma das Ilhas Canárias. Ela ficou viúva cedo, com três filhos, sendo um ainda de berço.  Seus filhos chamavam-se João, Antônio e Conceição, que foi a mãe da avó Benedicta, esposa do patriarca João Nuss.
Conceição era muito linda, foi pedida em casamento por Antônio, sua mãe pensava que ela não queria, mas aceitou imediatamente e se casaram. O local em que ela vivia era difícil, com vulcão sempre fumegante, a água era de poços que ficavam distantes.  
Avós: João Nuss e Benedicta Gimenez
O novo casal resolveu vir para o Brasil com a mãe Joaquina e os irmãos da Conceição - João e Antônio - pai do Tio Bruno. Conceição estava grávida da vovó Benedicta. Eles vieram de navio, foram 10 dias e 10 noites, mas não foi possível desembarcar no Brasil, devido a uma epidemia. Tia Dolores não soube dizer se a epidemia era no Brasil ou se a deixaram na Espanha. Assim, o navio seguiu para outro país que os aceitassem, que foi a Argentina, onde a vovó Benedicta nasceu, mais precisamente, em Buenos Aires.
Pararam na Argentina e lá gostaram do clima e ficaram uns 40 dias, onde os irmãos da Conceição até arrumaram emprego, mas logo veio a permissão para irem para o Brasil e vieram todos. 
Dez dos 14 filhos do casal:
João Nuss e Benedicta. 
Foram parar nas proximidades de Italva, não se sabe se já havia algum parente lá.
Foram empregados de fazenda, alguém falou que podia colher e comer o que quisessem e aí fizeram um festejo com milho assado e outros alimentos. Daí, o patrão soube e mandou prendê-los. Então, as mulheres pegaram as crianças e disseram que iam juntos para a prisão. Chegando lá, todos os trabalhadores começaram a lavar a prisão e logo foram mandados embora. Trancaram a prisão e eles ficaram do lado de fora! Acabaram voltando para o mesmo local, mas Tia Dolores acha que foram trabalhar para outros fazendeiros.
Casal  ancestral da família Muniz.
Depois, resolveram mudar para um local chamado Pau Ferro e aí Benedicta, ainda garota, não acompanhou os pais, quis ficar com a avó Joaquina. Sua mãe mandava o marido ir buscá-la duas vezes por dia. Mas ela se escondia e o pai não conseguia levá-la. Sua mãe tampouco o conseguiu! Quando idosa Benedicta contou que se escondia no barranco de um rio...
Os irmãos Antônio e João resolveram voltar para a Espanha. Joaquina também quis acompanhá-los, daí a Benedita não quis ficar sem a avó e retornaram para a Europa. Vovó Benedicta tinha mais ou menos cinco anos nessa época.
Tio Máximo e Jacinta,
1956.
Na Espanha os tios da Benedicta casaram-se, tiveram filhos, até que chegou um período de guerra com o risco de irem para o campo de batalha de Cuba. João era o mais forte, com maior possibilidade de ser levado para a guerra, então, ele voltou para o Brasil. Segundo tia Dolores, Antônio era franzino, teve pneumonia seis vezes, era muito magro mesmo.
Joaquina, o filho Antônio e a neta Benedicta ficaram na Espanha. João arrumou uma companheira no Brasil - Dona Délia. Juntos, tiveram dois filhos, um chamava-se também João (conhecido como João 2º), depois resolveu deixar Dona Délia e voltou à Espanha, casou-se e teve mais dois filhos lá.
Mais tarde, resolveram todos voltar para o Brasil, quando Benedicta estava com 18 anos. A avó Joaquina que na ida para a Espanha passou muito mal, nesta volta passou bem.
Pedro Nuss, no enlace de
Antônio João e Mª Sandra. 
Dona Délia deixou os filhos conhecerem a avó, mas ela nunca procurou o João. Logo Benedicta, ainda aos 18 anos, conheceu João Nuss, com 32 anos.
O Tio João era casado com Maria Robaina (costureira). Benedicta teve irmãs: Joaquina (casada com Pedro Robaina - irmão da Maria Robaina); Conceição (casada com Domingos Florido). Tia Dolores ficou confusa, se o nome era Domingos mesmo, e Francisca, que noivou com João Florido, primo do Domingos, mas não chegaram a casar, pois a Francisca adoeceu e faleceu. Havia também um irmão Francisco (casou com Antônia da família Mérida, que morreu cedo, tendo deixado uns quatro filhos).
Tia Dolores, uma das
filhas de Benedicta, 2012.
Conceição: mãe da Chiquita (casou com Hilário irmão do nosso Tio Bruno-marido da Tia Maria-filha da vovó Benedicta).
Joaquina teve três filhos: Florípes, Eulália (Lalá) e Sirlei (a caçula).
Pedro Nuss – pai do vovô João, nasceu em Nova Friburgo, quando rapaz saiu da cidade sozinho, foi passando de fazenda em fazenda, ele fazia bengalas com desenho no cabo (desenho de passarinho) e também fazia serviço de alfaiate (ternos), chegou a São João do Paraíso, lá encontrou com Maria Rita e se casaram, tiveram 3 filhos: Pedro, Madalena e por último João Nuss. O irmão Pedro Nuss faleceu, quando o vovô João tinha três anos, que em adulto falava que tinha lembrança só do avô e não do pai. Este avô deve ser por parte de mãe, pois a família ficava em Friburgo. Sabe-se que sua família também tinha ascendência europeia. Teriam vindo da Alemanha e se radicado em Friburgo.
Tia Mercedes, jovem.

Pedro casou-se com Juliana. Madalena casou-se com um rapaz da família Bauer, conhecido como Zeca. Como se sabe, o sobrenome Bauer é de família alemã. Este nome ainda permanece aliado à família Nuss, assim como tantos outros: Teixeira, Macedo, Oliveira, Alves, Ferreira, Ornelas, Muniz, Correia, Gonçalves...

João Nuss casou-se com Benedicta Florido Gimenes Moniz dando origem à nossa família.

domingo, 23 de setembro de 2012

TIO ALFREDO


Aleixo e Regina em Londres, 2010.
Aleixo conta que, na sua infância, buscava a companhia dos primos para brincar. Sua irmã Lourdes tentava acompanhá-lo  nas traquinagens em casa, mas era menina e mais nova. Silvia e Felipe chegaram depois e havia boa diferença de idade entre eles. Assim,  seus maiores amigos eram o Joãozinho do Tio Pedro e o  Gonzaga. Mas gostava muito de estar com os filhos de tio Alfredo Ornelas e tia Mercedes também. Todavia,  esses primos e primas se ocupavam bastante com  a Venda do pai  e não tinham muito tempo livre para brincadeiras. Porém, todos os primos e primas recebiam suas visitas frequentes, ele não esperava que o procurassem.   Isto acontece até hoje!
Antônio Ornelas, esposa, Aleixo
e Dalva, 07.03.12.
Conta que Joãozinho e ele aprontavam muito, disputavam a supremacia física com lutas sem violência, apenas disputa de força. Caçavam nas florestas e pescavam nos córregos que lá eram chamados de valão. Muitas eram as brincadeiras. Naquela época as crianças adoravam explorar os arredores, criando o seu próprio entretenimento junto à natureza. E os meninos brincavam separados das meninas.
Quando fomos visitar o tio Antônio, há algum tempo, Tia Norelina  me contou que ele costumava aparecer para comer um bom prato de canjica. Até hoje Aleixo é um exemplo de magro guloso!
Aleixo e Tia Lourdes, 2012.
Tio Alfredo era um homem muito empreendedor. Cuidava do seu sítio, tinha a venda que administrava com o auxílio da esposa e dos filhos, tinha uma fabriqueta de ferramentas (forja) e foi responsável pela criação da primeira escola da região, na qual os  seus familiares e a comunidade local estudavam. 
Aleixo respeitava e admirava todos os seus tios e tias, mas tinha predileção pelo Tio Máximo e pela tia Lourdes!  E sei que todos  que eu tive o prazer de encontrar em vida, junto com o Aleixo, demonstram verdadeiro afeto por meu marido. Eu sinto isso a cada vez que vamos visitá-los!
Regina, Rodrigo, Marília,
Rafael e Aleixo 
Talvez as últimas gerações não consigam compreender o valor que teve o embasamento familiar iniciado pelo casal João Nuss e Benedita Ximenes. Possivelmente essa energia se cristalizou beneficamente e até hoje pode ser percebida na descendência e nos laços de afeto que ligam essa imensa família, independente de tempo e espaço.

sábado, 22 de setembro de 2012

É PRIMAVERA...


Regina,22.09.
Lembro que durante uma de nossas viagens ao exterior sentíamos falta dos pássaros brasileiros e até me lembrei do escritor romântico Gonçalves Dias que cantou nossas aves e palmeiras. Hoje acordamos com os pássaros que cantam neste bosque da Shamballa, não apenas celebrando a vida, mas também demarcando seu território. São muitos, em bando, em grupos familiares ou isolados e de diversos tipos. 
Praça Cívica em Goiânia.
Minha miopia não me permite identificá-los com precisão ao longe. Percebo mais a cor, o movimento e seu canto alegre. Os sabiás são os que mais marcam com sua presença constante, comem a ração do papagaio e até dos cachorros. As juritis, as rolinhas e os pombos reais também não dão sossego, estão sempre compartilhando a ração das galinhas e dos perus. Passam bandos de periquitos, araras, tucanos, entre outros.
Agora é primavera e as primeiras chuvas trouxeram maior encantamento lúbrico à natureza que manifesta a sua exuberância colorida!
O Coreto da Praça Cívica!
Bettina continua cuidando bem de seus filhotes. Vou vendê-los daqui a dois meses. Todavia, uma das crianças que vai ganhar o seu primeiro animalzinho deve vir aqui hoje para escolher. Eu disse que é muito cedo, só vou entregá-lo após a primeira vacina, mas a impaciência infantil com a expectativa feliz do presente não aguenta esperar. Celina o trouxe aqui. Veio com sua amiga Lúcia, seus filhos, a Vivi e o Rafa.
Agora acontece a feira anual da Holambra em Goiânia! O palco é a Praça Cívica que me traz tão boas lembranças da minha infância. Essa praça é o marco central da cidade de Goiânia. É dali que partem as principais avenidas - Goiás, Tocantins, Araguaia, 83, 84, 85 e 90. 
Monumento às Três Raças.
Nessa praça está localizado o verde Palácio das Esmeraldas, residência oficial do governador de Goiás, o Palácio Pedro Ludovico Teixeira, o centro administrativo, o Museu Zoroastro Artiaga e o Monumento às Três Raças. 
A Praça Cívica abriga a cada ano as festividades de aniversário de Goiânia, comemorado em 24 de Outubro, com a presença de cantores e cantoras nacionais de todos os estilos musicais. 
Palácio das Esmeraldas - GYN.
Nossa praça também é palco para apresentações culturais e religiosas como a cantata de Natal e as festividades de Ano Novo, protestos contra políticos, além das comemorações de Corpus Christi, sempre realizada no início do mês de junho.
E logo mais visitaremos a feira de plantas que abre hoje na Praça Cívica...