segunda-feira, 21 de outubro de 2013

NOSSO MUNDO NATURAL



Aleixo e Regina, no bondinho, do Rio.
Aleixo e eu gostamos de ouvir os diferentes sons da natureza e achamos prazeroso observar as flores e os frutos silvestres. Quando nos sentimos tristes, procuramos sair para uma caminhada nos arredores do sítio. Esse exercício ao ar livre tem efeito salutar em nosso emocional. Os netos vão chegando e nos perguntando se a gente pode sair para caminhar com os três labradores, porque estar em ambiente natural nos harmoniza e alegra a todos.

A gente ama perceber os animais silvestres vivendo no ambiente natural. Aqui isto acontece sempre. Os macacos
Aleixo com teiú, na Shamballa.
nas árvores, as visitas de lagartos, ouriços, gambás, a presença de inúmeros pássaros no bosque. Eu gosto muito de jardinagem e essa atividade funciona como terapia lúdica na minha vida. Tenho dificuldade de observar os animais feridos e me sinto triste a cada vez que os encontramos atropelados no caminho diário ou durante as longas viagens de carro.

Quando vamos a praias desertas, acho extremamente divertido catar rochas e conchas. Já trouxe pedras da França e do Peru, entre tantos outros locais. 
Regina com orquídeas no sítio.
Tocar as plantas me energiza e às vezes me comunico mentalmente com elas ou com os animais. Aleixo cuida mais dos cachorros que eu, mas eles me acompanham o dia todo esperando agrados palatáveis com que os agracio. Acredito realmente que as pessoas não podem sobreviver sem plantas e animais.

Sinto que os seres humanos fazem parte do mundo natural e buscamos viver a nossa simplicidade voluntária da melhor forma possível. Também procuramos fazer a nossa parte na conscientização ecológica. Há poucos dias um vizinho parou o carro para parabenizar o Aleixo que resolveu catar o lixo atirado fora da
Plantas no nosso mundo natural.
lixeira para dar bom exemplo aos desatentos. No Arpoador, também recolhemos pequenos detritos da praia. Sabemos que esta prática pode ajudar o ambiente natural! Ficar ao ar livre nos faz felizes e somos gratos por desfrutar do bosque da Shamballa. Temos consciência de que fazemos muito pouco ainda, mas essas ações podem contribuir positivamente para melhorar o mundo natural. E deixaremos bom exemplo para nossa descendência...

Creio que o segredo da vida é vivenciá-la em sua plenitude.
Regina, Maluba e Divina.
Vivenciá-la em um domingo de sol ou de chuva, de tranquilidade ou  festa julina em família. Uma saída com os afins, uma leitura agradável ou uma postagem no blog. Uma tarde de muitos afazeres ou de um cochilo gostoso depois do almoço. Devemos repartir o que há de bom e subtrair os espaços que nos afastam da harmonia interior. Lembrar que cada momento é parecido com o que já passou, mas é único pelo fato de apresentar outra chance de fazer o que a gente mais gosta, de curtir novos aprendizados. Já aprendi que os maiores doutorados são na vida! O segredo dos dias é entender que não importa o minuto que passou, mas o instante que ainda virá...

Ana Helena Nuss, neta do Lei.
Ontem, assistimos ao canto de pássaros nos galhos das árvores da Shamballa. Eles voavam traçando linhas imaginárias de um galho ao outro, depois foram pousando um ao lado do outro e levantando o bico enquanto entoavam o canto feliz com a abundância das frutinhas nas árvores. O sol pintava o verde de luz dourada contra o fundo azul do céu... Depois saímos para a caminhada vespertina. Comemos amoras pelo caminho e cumprimentamos a corujinha que hoje posava altaneira no poste da cerca. Ela emitiu um som e nos encarou firmemente com seu olhar verde e arguto. Nosso vizinho Laumir e seu filho  Renato plantavam mudas de ipê amarelo à frente de sua casa e os saudamos na ida e na volta, à noitinha.

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